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Ricardo Ojeda Marins

Imóveis, Mercado de Luxo, Negócios do Luxo

Viver em Cingapura pode ser uma experiência extraordinária

Por Ricardo Ojeda Marins (Artigo publicado no site Gestão do Luxo da FAAP)

Imóveis de alto luxo na região chegam a valer até US$ 22 milhões

Segundo recente pesquisa publicada pelo Boston Consulting Group, Cingapura tem a maior densidade de milionários que qualquer outro país no mundo. O país ocupa o 18º lugar na lista de países em termos de concentração de milionários. À primeira vista pode parecer estranho, mas pesquisando mais profundamente, torna-se claro que não apenas a economia de Cingapura foi resistente em tempos de dificuldade econômica, como o país também tomou medidas importantes para se tornar um ótimo lugar para trabalhar e viver. Outra razão para o seu sucesso explica-se pelo seu mercado ferozmente competitivo. A edição 2010 do Anuário de Competitividade Mundial publicada em Maio, que demonstra como as nações emergentes e industrializadas estão gerenciando seus governos, empresas e infra-estrutura, classificou Cingapura como a nação mais competitiva do mundo, seguida por Hong Kong. Esta foi a primeira vez em décadas que os dois países ultrapassaram os Estados Unidos, que costumavam manter a liderança e agora aparecem em terceiro lugar.

Sendo um país em galopante crescimento, seu mercado de imóveis de luxo foi um dos mais destacados. Como 85% de seu mercado residencial é composto por unidades construídas pelo governo, apenas 15% representam o setor privado, subdividido em condomínios e casas de classe baixa e média, bem como imóveis considerados de alto luxo. Portanto, menos de 5% das propriedades englobam a categoria high-end (de alta qualidade).

Há uma conhecida preocupação do governo para que não haja um superaquecimento do mercado residencial de massa, procurando mantê-lo dentro da faixa de preço e disponibilidade da população. Mas esta ação não tem a menor ligação com o mercado de luxo e nem qualquer relevância ou impacto sobre os preços de unidades em áreas nobres como os distritos 9 e 10 ou regiões como Marina Bay e Sentosa. O aumento de preços nessas regiões é a menor das suas preocupações, especialmente porque os moradores destas áreas prestigiosas são milionários e, além disso muitos, se não a maioria dos compradores no segmento de luxo são estrangeiros que adquirem imóveis para investimento ou até mesmo para moradia e lazer. Para o governo, os preços dos imóveis de alto valor agregado não são necessariamente indicações de uma possível bolha imobiliária e nem prejudicam o mercado de massa. Os preços super elevados dos bens imóveis de luxo são geralmente um sinal positivo de investidores do mundo colocando seu capital nesse mercado, reflexo de sua confiança nele.

Um dos mais recentes lançamentos de alto luxo é o condomínio Kasara The Lake, situado na ilha de Sentosa, composto por 13 villas, de 5 ou 6 quartos, avaliadas entre US$ 14 e US$ 22 milhões. São luxuosas residências situadas em área nobre e com vista para o lago e um invejável campo de golf. As cozinhas foram projetadas pelo designer Antonio Citterio, reconhecido mundialmente e que participou dos projetos do Hotel Bulgari de Milão e Bali. O lugar ideal para aliar conforto e relaxamento sem perder a sofisticação. Tudo isso muito próximo à maior marina de Cingapura e a apenas 10 minutos do centro financeiro da cidade. O empreendimento é do grupo YTL, com sede na Malásia, que também atua com projetos de hotelaria e varejo de luxo. Moradores de Cingapura bem como de outros países asiáticos e europeus foram alguns dos privilegiados compradores dessas villas.

O mercado de imóveis comerciais também vive um ótimo momento. A Orchard Road, uma das principais ruas do comércio de luxo local, foi considerada a 27ª rua de varejo mais cara do mundo, de acordo com a Colliers International, consultoria especializada no segmento imobiliário.

Segundo a empresa, para o aluguel de um ponto comercial ali, desembolsa-se, em média, a partir de US$ 330 o metro quadrado. O segmento de hotelaria também vem recebendo altos investimentos. Prova disso é o Marina Bay Sands, um resort de alto luxo, com 55 andares, restaurantes pilotados por renomados chefs, museus, cassino e famoso por sua impressionante piscina de 150 metros de comprimento que chega a dar a impressão de extravasar o horizonte. Esse empreendimento está representando um crescimento marcante para o turismo na cidade.

De acordo com estrategistas do banco suíço UBS, preços de imóveis das classes baixa e média devem permanecer sem aumento, pelo menos nos próximos 12 meses. “Imóveis de luxo situados em Sentosa, Nassim Road e Ardmore Park, onde o metro quadrado em condomínios ultrapassa US$ 3 mil, podem ter a partir de agora até o final do ano, uma valorização de 5 a 8% dos preços”, disse Kelvin Tay, estrategista chefe de investimentos do UBS de Cingapura. “O governo não tem interesse em controlar o mercado imobiliário de alto padrão, ao contrario do que faz com o mercado residencial baixo e médio”, diz ainda Tay.

Tendo a Ásia o mais rápido crescimento do número de população milionária no mundo, Cingapura destaca-se como um dos principais epicentros de operações econômicas e investimentos em geral. Muitos asiáticos e europeus com alto poder aquisitivo e investidores, possivelmente desiludidos com o desempenho de seus bancos, estão se direcionando confiantes ao investimento no mercado imobiliário.

Carros de Luxo, Mercado de Luxo, Negócios do Luxo

Rolls-Royce busca atrair consumidores mais jovens

Por Ricardo Ojeda Marins (Artigo publicado no site Gestão do Luxo da FAAP)

Ícone da elegância aristocrática investe no consumidor que dirige o próprio carro

Os luxuosos automóveis Rolls-Royce foram utilizados pela aristocracia no século passado e atualmente continuam a ser utilizados por reis, rainhas e presidentes pelo mundo afora. Muitos atributos e qualidades vêm à nossa mente quando pensamos na prestigiosa marca, porém, jovialidade certamente não é um deles. Fundada em 1906 por Frederik Henry Royce e Charles Stewart Rolls, como resultado de uma parceria realizada entre eles em 1904 em Manchester, no Reino Unido, a marca inglesa que ficou famosa pela fabricação dos mais luxuosos automóveis do mundo quer mudar sua imagem e busca agora atrair jovens consumidores de alto poder aquisitivo. A empresa diz nunca ter trabalhado com agências externas de propaganda e afirma que está em conversação com algumas delas para campanha de seu novo sedã, o modelo Ghost. “Não é algo que já tenhamos feito no Reino Unido anteriormente, mas estamos interessados em conhecer idéias de profissionais de algumas agências com experiência no mercado automotivo”, diz a empresa.

O modelo Ghost inaugura um novo segmento da marca, sendo jovial e menor que o modelo Phantom, seu carro-chefe. O público-alvo é o cliente Rolls-Royce que dirige o próprio carro, buscando o desempenho dos grandes sedãs de luxo, com aparência sóbria e elegante. Externamente, ele apresenta a forte identificação visual da marca, com a inconfundível grade dianteira cromada, e com o símbolo “RR”, sinônimo de sofisticação e exclusividade. Apelidado de “baby roller” em uma tentativa de ser moderno e cool, o modelo é ainda considerado mais aerodinâmico e esportivo, segundo especialistas. Apesar de atrair o consumidor jovem, seu valor segue a precificação dos bens produzidos pela grife. O modelo custa £ 190 mil (cerca de R$ 532 mil).

O luxuoso sedã inglês possui sistema de estabilização Anti-Roll, impedindo a inclinação da carroceria em curvas, sistema Night Vision, que mostra na tela LCD do computador de bordo imagens de uma câmera posicionada na grade dianteira. Isso permite ao motorista ver nitidamente imagens de objetos que estejam a mais de 300 metros de distância. No item segurança, o Ghost é equipado com um sistema que detecta e avisa o motorista sobre mudanças de faixa sem indicação de seta, prevenindo uma sua eventual distração. Mike Pratt, especialista em design, afirma que seu interior em couro é todo costurado à mão e chega a levar duas semanas para ficar pronto, desde a escolha e preparação das peças até seu acabamento. O luxo e a sofisticação estão presentes em cada detalhe, como o guarda-chuva embutido na porta dianteira, que sai do seu compartimento apenas com o toque de um botão.

De acordo com Helmut Riedl, diretor de engenharia da empresa, “o Ghost é um Rolls-Royce”. Isso significa que, apesar de seus extraordinários números de performance, ele foi desenvolvido para oferecer potência refinada. Tais características são ilustradas pelos significativos níveis de torque disponíveis a baixas rotações, o que faz a arrancada ser muito suave e proporciona uma relaxante experiência de dirigir. “Nosso desafio foi preservar o nível de conforto e fornecer a mais interessante e dinâmica pilotagem jamais vista em um Rolls-Royce”, diz ainda Heidl.
Segundo o jornal americano The Wall Street, as vendas do novo modelo Rolls-Royce Ghost – marca de alto luxo pertencente ao Grupo BMW -, saltaram para 220 carros em maio de 2010 contra os 51 no mesmo mês em 2009. Nos primeiros cinco meses, as vendas da Rolls-Royce totalizaram 678 em comparação com 276 veículos no mesmo período do ano anterior.

Para os apaixonados por automóveis e tecnologia, mais uma tentação que certamente aguçará o desejo de adquirir o carro: em parceria com a Apple, foi criado um aplicativo exclusivo do Rolls-Royce Ghost para usuários do iPhone e do iTouch, onde é possível conhecer detalhes do modelo em fotos e vídeos, além de customizá-lo escolhendo uma das 12 cores disponíveis, opções do revestimento em couro, acabamento da madeira e outros. Após montado, seu carro poderá ficar guardado em uma garagem virtual. Puro luxo contemporâneo e interativo.

Ao tentar atrair esse consumidor, a Rolls-Royce deve ser cuidadosa com as estratégias a serem utilizadas. O perigo é, evidentemente, uma campanha de marketing excessivamente ambiciosa trazer aumento de popularidade à marca em curto prazo, porém com o risco de sacrificar a longo prazo seu prestígio e sua credibilidade, uma vez que é símbolo do clássico, da elegância e da exclusividade.

O primeiro automóvel produzido pela Rolls-Royce, em 1906


Carros de Luxo, Mercado de Luxo, Negócios do Luxo

Carros antigos: o luxo do passado ainda mais desejado e valorizado

Bugatti Type 57SC Atlantic

Por Ricardo Ojeda Marins (Artigo publicado no site Gestão do Luxo da FAAP)

Modelos antigos atraem colecionadores e apaixonados por carros

Enganam-se os que pensam que o sucesso dos carros antigos ficou no passado. Com certeza eles marcaram épocas, mas ainda estão presentes não apenas em cenas de cinema, mas sim na vida real e são desejados por muitos consumidores, além de altamente valorizados, podendo alguns deles valer alguns milhões de dólares.

No início a indústria automobilística, não tendo referências de modelos anteriores, produzia verdadeiras obras de arte e engenharia criadas a partir de necessidades específicas e os veículos não eram uma mera evolução do modelo anterior. Muito diferente do passado, hoje há maior competitividade, inclusive entre as marcas de automóveis de alto luxo no Brasil e no exterior. E para os carros antigos e históricos, os preços de muitos modelos chegam a ultrapassar qualquer modelo atual de luxo. Com sede em Londres, o Hagi (Historic Automobile Group International), é uma carteira de índices que determina valores de carros raros e clássicos. “Dois fatores determinantes para o preço são os números produzidos e o desempenho de corrida”, diz Dietrich Hatlapa, fundador do Hagi. “Se você tem sucesso de corrida, isso pode significar que o valor do carro supere de 300 a 400%. Porém, se restaurado, o veículo pode ser menos valioso do que o original”, diz ainda Hatlapa.

Ferrari 250 Testarossa 1957

Os grandes eventos de leilões de carros antigos trazem raridades para os admiradores, e gastos que podem ser milionários para os colecionadores. O valor de muitos modelos antigos é realmente alto, mas as pessoas que colecionam compram pelo desejo e emoção. De fato, são carros históricos e raridades que não voltam mais, já que muitos deles tem um charme incomparável e foram produzidos em série limitada. Nesses leilões eles são expostos com pintura nova, motor original e pequenas modificações que deixam o carro ainda mais charmoso, tornando a escolha uma tarefa difícil. Boa parte dos compradores têm o objetivo de realizar exposições, até mesmo porque a quantidade de aficionados pelo tema é enorme.

Em maio de 2010, foi leiloado em Santa Monica, na Califórnia, o carro considerado o mais valioso do mundo. Por mais de US$ 30 milhões, o modelo Bugatti Type 57SC Atlantic, originalmente fabricado em 1936, foi adquirido por um comprador não divulgado. “Estou muito feliz por encontrar o novo comprador desse luxuoso e clássico modelo de 1936, um dos automóveis mais valiosos e importantes do mundo, pertencente a coleções particulares e raramente visto durante as últimas quatro décadas”, diz David Gooding, presidente e fundador da Gooding & Company, empresa que promoveu o leilão. Apenas três modelos Bugatti SC foram fabricados, sendo um deles pertencente ao estilista americano Ralph Lauren, dono de uma invejável coleção de carros.

Ferrari 250 GTO modelo 1963

Muitas são as marcas de carros clássicos históricos desejados por apaixonados e colecionadores. Considerada ícone do mercado de luxo automotivo, a Ferrari não poderia estar ausente. Seu modelo 250 GTO modelo 1963 (foto acima) foi adquirido pelo DJ britânico Chris Evans este ano, por nada menos do que £15milhões, em leilão realizado pela RM Auctions. Apenas 33 unidades deste modelo foram produzidas no mundo. E no mundo dos leilões de carros de luxo também predomina a excelência na apresentação do produto e dos serviços. Um bom exemplo é a estratégia usada pela RM Auctions, organizadora de leilões da Ferrari. Para um seleto grupo de clientes, há um programa de experiências proporcionadas durante os quatro dias que antecedem o dia do leilão, que acontece no centro de logística da equipe de Fórmula 1. O programa inclui visitas ao museu da marca italiana e à sua linha de montagem, além de um passeio até alguns castelos onde ficam coleções particulares, para apreciar alguns dos modelos que foram comprados em leilões anteriores.

Uma das paixões do consumidor brasileiro está ligada a carros e afins. O mercado de carros antigos de luxo é restrito e seletivo, com algumas lojas especializadas no país, contando ainda com a Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA), entidade sem fins lucrativos fundada em 1987 por um grupo de apaixonados por carros antigos. A FBVA coordena as atividades dos clubes associados, como BMW Car Club Brasil, Chrysler Clube do Brasil, Museu do Automóvel de São Paulo e outros, além do calendário de eventos do segmento, sendo filiada a FIVA (Federação Internacional de Veículos Antigos), fundada em 1966 e com sede em Bruxelas. O calendário de eventos do órgão no Brasil é extenso. Durante todo o ano, há exposições em diversas regiões do país.

Em São Paulo, há lojas especializadas em carros antigos esportivos, clássicos, vintage e de alto luxo. A Private Collections, que fica no Jardim Europa, tem um showroom admirável onde podem ser encontrados importados com poucos anos de uso até modelos clássicos e históricos dos anos 50, 60 e outros, como Cadillac, Jaguar, BMW, Mercedes ou ainda uma Maserati ano 1974 com apenas 20 mil quilômetros de uso. De acordo com Ricardo Robertoni, diretor da loja paulistana, um dos fatores que tem encorajado a compra de antigos é a valorização. “A maioria dos carros clássicos não desvaloriza e alguns ainda têm seu preço inflacionado, como é o caso de alguns conversíveis europeus”, diz.  Robertoni afirma ainda que ter carro antigo também representa um estilo de vida.

Encontrar um carro antigo não é o mesmo que encontrar um carro novo ou um lançamento. É uma busca insaciável que faz parte da paixão dos colecionadores e admiradores dessas máquinas que marcaram épocas, fizeram e ainda fazem sucesso além de, em muitos casos, remeter o seu consumidor a momentos inesquecíveis de sua vida, como a infância ou a juventude.

http://www.rmauctions.com/
Jóias e Relógios

Vacheron Constantin inaugura luxuoso espaço em Buenos Aires

A renomada grife suíça Vacheron Constantin abriu um espaço exclusivo em Buenos Aires. A grife, cuja sede fica em Genebra, escolheu a capital da Argentina para acolher o seu maior ponto-de-venda na América do Sul. O local escolhido foi o Petit Palais, pertencente à tradicional joalheria Simonetta Orsini, que fica no bairro da Recoleta, a poucos passos da Avenida Alvear, endereço de grifes de luxo como Hermès, Nina Ricci e Ralph Lauren, além do luxuoso Alvear Palace Hotel.

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Arte e Luxo, Jóias e Relógios, Mercado de Luxo, Negócios do Luxo

Fabergé: o luxo de séculos passados agora também online

Por Ricardo Ojeda Marins (Artigo publicado no site Gestão do Luxo da FAAP)

Joalheria oficial do império russo escolhe a internet como sua principal plataforma de vendas

A grife Fabergé, fundada em 1842 por Gustav Fabergé, tornou-se famosa por sua criação de ovos com pedras preciosas, e sob a direção de seu filho, Peter Carl Fabergé, tornou-se a joalheria oficial do império russo. Os Ovos Fabergé eram obras-primas da joalheria produzidas por ele e sua equipe entre os séculos XIX e XX para os czares da Rússia.

Encomendados e oferecidos na Páscoa entre os membros da família imperial, os ovos acomodavam surpresas e miniaturas, e eram cuidadosamente elaborados com a combinação de esmalte, pedras preciosas e metais. Desejados por colecionadores em todo o mundo, eles são ainda alvo de admiração pela sua perfeição e considerados expoentes da arte joalheira.

Dos 50 ovos imperiais, apenas 42 ainda existem, e alguns deles estão expostos no Palácio do Arsenal do Kremlin. Considerado o mais caro de todos, o Winter Egg, que em 1913 foi um presente de Nicolau II para sua mãe, Maria Fedorovna, foi arrematado por US$ 9,6 milhões há cerca de oito anos, em leilão realizado pela renomada Christie’s.

Após a Revolução Russa, em 1917, a grife passou por várias mãos, incluindo companhias como Elizabeth Arden e Unilever. Desde 2007, a marca adorada pela corte de Moscou pertence ao grupo Pallinghurst Resources.

Seus novos detentores pretendem retomar sua tradição na joalheria e se dizem prontos para competir com grifes renomadas, como Tiffany & Co. e Cartier. Na atual coleção, as luxuosas e raras peças têm preços que iniciam em US$ 40 mil e podem chegar a US$ 7 milhões. O joalheiro francês Frederic Zaavy, designer da marca, foi o criador da coleção inicial e utilizou pedras preciosas minúsculas em cada peça, criando efeitos de mosaico em brincos, anéis e colares.

A volta triunfal da Fabergé foi planejada com riqueza de detalhes e segue uma estratégia nada tradicional. Para seu relançamento, a empresa escolheu a internet como principal plataforma de vendas de sua coleção de jóias, mantendo apenas uma loja física, em Genebra, na Suíça, que atende somente com hora marcada.

A grife levou a exclusividade ao auge e inovou quando decidiu que não teria uma rede de lojas para apresentar e distribuir suas jóias. A Fabergé aposta na venda online, acreditando que a experiência de compra começa na internet, como uma vitrine. Os afortunados interessados em conhecer e adquirir suas preciosas peças tem à sua disposição uma equipe de consultores de vendas especializada disponível 24 horas por dia, com capacidade para atender em 12 idiomas. Os consultores podem comparecer pessoalmente em qualquer lugar do mundo para concluir a venda da peça onde o cliente estiver. “Isso nunca foi feito antes”, afirma Mark Dunhill, CEO da Fabergé.

Para conhecer a coleção, o cliente registra-se no site e escolhe uma data e horário em que deseja ser contatado. No contato telefônico, um consultor da grife disponibiliza uma senha de acesso à exclusiva coleção de suas raridades, bem como proporciona atendimento personalizado, podendo ainda agendar uma visita. O cliente pode optar também por atendimento em vídeo chat ou texto.

“A Fabergé está estabelecendo novos padrões para o mercado de alto luxo, desafiando as convenções que tradicionalmente impõem regras e rituais ao cliente, limitando-o a horários e locais onde as marcas estão estabelecidas. O site Faberge.com oferece ao cliente o máximo de conveniência e flexibilidade, com absoluta transparência durante todo o processo de compra. Em cada etapa, o cliente dirige o processo e conduz o relacionamento para adequá-lo ao seu próprio ritmo e estilo”, diz Mark Dunhill. “Os clientes de hoje estão procurando níveis diferentes de serviço e é isso o que oferecemos. O objetivo é criar um relacionamento com nossos consumidores”, diz ainda Dunhill.

No início da web, havia um consenso geral no segmento do luxo de que a internet e as boutiques físicas existiam mutuamente em duas linhas paralelas. Era impensável para muitos gerentes de loja imaginar que um dia iriam compartilhar parte de seus clientes com o ambiente online. Muitos não podiam sequer imaginar a possibilidade de uma marca de luxo ter a sua flasgship online como a Fabergé. A loja em Genebra foi inaugurada três meses após a abertura da loja virtual. Outro caso é o da britânica Couture Lab, site dedicado à venda de produtos de moda e acessórios de grifes como Nina Ricci e Bottega Veneta, que após o seu sucesso na web investiu em uma loja física em Londres.

O CEO da marca enfatiza que suas criações estão em sintonia com a herança do trabalho de Peter Carl Fabergé, o design inovador e exclusivo para cada peça, que confere às jóias o status de obras de arte. “Neste momento, qualidade e valor duradouro são mais importantes do que nunca. Quando a economia cai, o verdadeiro luxo retorna. As pessoas tendem a efetuar suas compras especiais de um modo mais exigente e discreto”, diz Dunhill.

Com esse modelo de negócios inédito no segmento de jóias de alto luxo, a grife criou um espaço para que seu consumidor possa não apenas pesquisar, mas conhecer e desejar seus produtos. Com essa estratégia, a marca consegue estar presente em qualquer lugar do mundo, transformar a compra de uma jóia em uma experiência única e reduzir seus custos operacionais – uma aposta na diferenciação que pode recuperar espaço em um mercado que se expande, apesar da crise, pelos meios eletrônicos.

Imóveis

Mercado de imóveis de alto luxo no Nordeste do Brasil vive o seu melhor momento

Imóveis avaliados em milhões de reais mostram um novo retrato da riqueza da região.

Beleza natural, praias magníficas, sol e um clima propício a férias fazem da região Nordeste do Brasil, um dos ícones do turismo, atração para brasileiros e estrangeiros. Além do sucesso no turismo, a região vive um momento de comemoração em outro segmento: o de imóveis, que não se desaqueceu nem durante a crise. O mercado imobiliário de segunda residência de luxo – casas e apartamentos em resorts ou imóveis de veraneio – poderá viver um boom nas próximas décadas. De acordo com a ADIT Nordeste (Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Nordeste), há uma previsão de que cerca de 7.200 novas unidades fiquem prontas até 2014. Segundo pesquisa da Itacaré Capital Partners – empresa gestora de fundos de private equity – estrangeiros, principalmente os europeus, representam boa parte desse público, já que adquirem residências no Nordeste não apenas para usufruírem como turistas, mas também como forma de investimento, com expectativa de valorização imobiliária. “O preço por metro quadrado no Brasil é um dos mais baratos e tem ainda uma grande capacidade de valorização”, diz Pedro Miranda, sócio-diretor da Itacaré.

Dentre diversos empreendimentos imobiliários da região, vale destacar o Reserva do Paiva, que fica no Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, a apenas 14 quilômetros do Aeroporto Internacional de Recife, junto a uma área da Mata Atlântica e diante de aproximadamente nove quilômetros de praia. Ele representa um novo retrato da riqueza desse mercado, com imóveis avaliados em milhões de reais e que são alvo de desejo do consumidor de alto poder aquisitivo. Foram investidos cerca de R$ 120 milhões pelos sócios do empreendimento. Inicialmente, a primeira fase do Reserva do Paiva esperava atingir futuros compradores europeus em busca de segunda moradia em lugares paradisíacos da região e que já alimentavam o turismo local. Investidores da Itália, Portugal e Espanha eram os de maior relevância para a empresa. Porém, com a crise que abalou principalmente a Europa e os Estados Unidos, os endinheirados do primeiro mundo tornaram-se escassos por ali. Por outro lado, a economia brasileira reagiu rapidamente aos impactos da crise mundial. Os negócios no Nordeste, que já iam bem, ficaram melhores ainda e 80% dos proprietários são pernambucanos que adquiriram o imóvel como moradia principal.

A primeira etapa do projeto é o Condomínio Morada da Península, composto por 67 casas, sendo 36 delas a beira-mar e 31 com vista para o mar, projetadas por arquitetos renomados como Henri Fournier, Acácio Gil Borsoi, Luiz Américo Gaudenzi, entre outros. Além de serviços básicos, o luxuoso condomínio busca proporcionar a seus moradores o máximo conforto e bem-estar com requinte, oferecendo spa, aulas de ioga, personal training, concierge, campo de golf, serviço de bar na área da piscina, entre outros.

Na planta, as casas, que foram customizadas pelos proprietários, custavam entre R$ 1,5 milhão e R$ 4 milhões, conforme a metragem e localização. Já no momento em que ocorreu a entrega das chaves das primeiras unidades, algumas delas foram avaliadas em R$ 7 milhões. A próxima etapa do projeto prevê o lançamento do condomínio Vila dos Corais, composto por seis edifícios residenciais com um total de 132 apartamentos, cujas áreas variam entre 237 e 491 metros quadrados, todos com vista para o mar e para a Mata Atlântica, e preços a partir de R$ 1,48 milhão, podendo chegar a R$ 3,4 milhões.

O Reserva do Paiva pretende ser no futuro um complexo residencial, hoteleiro, de lazer e turismo, tendo projetado ainda um centro comercial e empresarial, além de uma escola. Os investidores almejam ainda que o empreendimento seja um diferencial de hospedagem para participantes da Copa de 2014. Recife é uma das cidades que sediará parte dos jogos. O empreendimento ainda mostra uma preocupação com ações de responsabilidade social. Possui um compromisso formal de sustentabilidade desenvolvido para seus moradores, visitantes, trabalhadores, comunidades da região e todos os parceiros envolvidos. Seu comprometimento com o luxo sustentável está também presente nos detalhes: energia solar e uso de madeira de reflorestamento e certificada. Estão previstos ainda área para captação e reutilização de água da chuva, coleta seletiva de lixo e estação de tratamento de esgoto. Uma recém-construída ponte com pedágio dá acesso a esse verdadeiro oásis, com assistência 24 horas e vigilância eletrônica. “Projetamos um destino residencial e turístico de alto luxo, com infraestrutura e serviços do mais elevado padrão mundial”, diz Ruy Rego, da Odebrecht.

“Durante anos, o turismo foi a principal fonte de renda para o litoral nordestino e a atividade ainda é importante, mas agora podemos notar que o que mais alimenta a sua economia são os negócios: a instalação de novas empresas, o número relevante de executivos e os investimentos em locais como Cabo de Santo Agostinho”, diz Djean Cruz, diretor de incorporação da Odebrecht no Nordeste. Prova desse sucesso é que imobiliárias internacionais já estão de olho no potencial do mercado brasileiro. A britânica Sotheby’s International, renomada casa de leilão de peças raras e corretora focada em imóveis de alto luxo, possui nove unidades na América do Sul, sendo sete delas no Brasil. Duas de suas unidades estão em cidades nordestinas, como Recife e Natal. Também focando o consumidor classe AAA, a americana Christie’s Great Estates elegeu a In’s Brasil, com sede em Fortaleza, como sua filiada no Brasil para atender aos Estados do Ceará, Piauí, Maranhão e Pará e também possui afiliados em outras regiões brasileiras, como a renomada Coelho da Fonseca, em São Paulo, entre outros.

Todas as camadas da população estão tendo aumento na renda, o que possibilita um número maior de moradores da região comprar imóveis como esses. O Brasil está ganhando cada vez mais espaço no segmento de luxo, expandindo-se para diversas regiões do País. “O momento expansionista é irreversível. Como parte de um mundo globalizado, o consumo e as operações de luxo não estarão mais apenas em São Paulo e Rio de Janeiro”, diz Carlos Ferreirinha, presidente da MCF Consultoria e Conhecimento. De acordo com Peter Turtzo, vice-presidente internacional da Sotheby’s International Realty, o Brasil é hoje a região com maior oportunidade do setor.

Artigo publicado no site Gestão do Luxo da FAAP 

Aviação, Mercado de Luxo, Negócios do Luxo, Serviços de Luxo

Mercedes-Benz expande sua atuação para a aviação executiva

Por Ricardo Ojeda Marins (Artigo publicado no site Gestão do Luxo da FAAP)

O helicóptero modelo EC145, da Eurocopter, ganha versão de luxo

A Eurocopter, líder mundial na fabricação e exportação de helicópteros, desenvolveu em parceria com a Mercedes-Benz uma edição especial de seu modelo EC145, helicóptero de turbina bi-motor, agora com interior luxuoso. Conhecida e renomada por seu prestígio no mercado automotivo, a marca alemã terá seu primeiro produto na aviação executiva. As empresas parceiras revelaram o modelo de luxo no início de maio desse ano, na Convenção Européia de Negócios da Aviação, em Genebra. A parceria anunciada para o desenvolvimento desse produto mostra a estratégica soma de expertises de duas marcas já consagradas em seus segmentos.

O EC145 Mercedes-Benz Style é destinado a viagens particulares e de negócios, equipado com assentos confortáveis, feitos de materiais luxuosos e com opção de diferentes tons, além de madeiras seletamente escolhidas para o piso e painéis de madeira para o teto. O interior da edição especial do modelo EC145 de luxo tem todo o estilo e luxo que já são característicos de um carro Mercedes-Benz. O projeto foi desenvolvido por profissionais do Mercedes-Benz Advanced Design Studio, na Itália, e tem todas as características de design, funcionalidade e alto valor agregado e paixão, ícones da marca. O primogênito da marca alemã na aviação foi inspirado na série de carros R-Class, da Mercedes.

Todos os assentos são montados em trilhos e podem ser rápida e facilmente alternados para diferentes posições, ou removidos para dar espaço às bagagens.Três caixas multi-funções com características tais como uma caixa refrigerada, suporte de copo, mesa, monitor e leitor de DVD foram incorporados, juntamente com o espaço extra com gavetas.

“A Eurocopter já se consolidou como principal fornecedora de helicópteros para empresas e operadores VIPs, baseada em um compromisso com a criatividade, eficiência e desempenho com a linha mundial de produtos mais modernos de asa rotativa. O EC145 Mercedes-Benz Style é a nossa terceira maior iniciativa criativa deste tipo de produto em sete anos, garantindo que a Eurocopter continuará como a fabricante de helicópteros mais escolhida por clientes corporativos e de alto poder aquisitivo”, disse Olivier Lambert – Vice-Presidente de Vendas da Eurocopter.

De acordo com Gorden Wagener, CDO (Chief Design Officer) da Mercedes-Benz, Eurocopter e Mercedes-Benz formam uma combinação perfeita. Ambos são conhecidos pela inovação e por produtos que criam tendências. “Estamos muito felizes por somar expertises com a Eurocopter no privilégio de fornecer o primeiro produto da nossa nova divisão ‘Mercedes-Benz Style’, cujo portfólio poderá vir a ser enriquecido através de parcerias com outras empresas fabricantes de produtos de transporte, como iates e aeronaves”, diz ainda Wagener.

Fundada em 1992, a Eurocopter é uma divisão da EADS, líder mundial em serviços aeroespaciais, de defesa e serviços afins. O Grupo Eurocopter emprega aproximadamente 15.600 pessoas e, em 2009, confirmou sua posição como fabricante mundial “número 1” de helicópteros, com um volume de negócios de 4,6 bilhões de euros, encomendas de 344 novos mercados, além de mais de 10.500 helicópteros em serviço. A Eurocopter oferece a maior gama de helicópteros civis e militares no mundo. Seu modelo EC145 Mercedes-Benz Style estará disponível a partir do final de 2011, e seu preço ainda não foi divulgado.

Luxo no Brasil, Mercado de Luxo, Moda e Acessórios, Negócios do Luxo, Varejo de Luxo

Loewe é relançada no Brasil

Campanha Primavera-Verão 2010

Por Ricardo Ojeda Marins (Artigo publicado no site Gestão do Luxo da FAAP)

A grife espanhola de luxo volta ao mercado brasileiro com seus perfumes

O mercado de luxo no Brasil vive o seu melhor momento, e vem comemorando com a chegada de marcas internacionais renomadas. Decidida a conquistar o consumidor brasileiro, a grife espanhola Loewe anuncia sua entrada no país, inicialmente com sua linha de fragrâncias já encontradas em mais de trinta países.

Símbolo do luxo e modernidade, a grife foi fundada em 1846, em Madrid, pelo alemão Enrique Loewe Roessberg, fruto de sua paixão pela cultura espanhola e em parceria com artesãos especializados em couro. A prestigiosa marca está entre os principais nomes mundiais do segmento de moda e artigos de couro. Seu conceito combina tradição e trabalho manual com um espírito de constante renovação, envolvendo tendências e ao mesmo tempo mantendo-se exclusiva e prestigiada.

O luxo impecável de sua mais recente flagship em Valencia (Espanha)

Ícone do luxo da aristocracia espanhola durante séculos, a grife mantém até hoje o grau de desejo de seus consumidores e a perfeição em suas criações. Sua boutique na famosa Gran Via, em Madrid, foi inaugurada no final dos anos 30 e hoje é uma das flagships da grife. Presente com lojas próprias na Espanha e França, seus produtos também podem ser encontrados em lojas luxuosas ao redor do mundo, como a britânica Harrods, El Corte Inglés, Bergdorf Goodman, Galeries Lafayette, além de outros seletos locais da Europa, América, Ásia, Oceania e Oriente Médio.

Fachada externa da flagship em Valencia, projetada por Peter Marino

A fragrância feminina Aire Loco

Foi a partir dos anos 70 que a Loewe entrou no segmento de perfumaria, criando essências sedutoras e estimulantes. Os perfumes da Loewe já podiam ser encontrados no varejo brasileiro, graças à distribuição da Neutrolab. Agora que é distribuída pela divisão de Perfumes e Cosméticos do grupo LVMH, que controla a marca desde 1996, a Loewe passa por um reposicionamento. A fragrância feminina Aire Loco será o destaque do desembarque oficial da marca no país. De acordo com a empresa, essa criação representa um conceito inovador que combina grandeza, desejo e luxo.

A Loewe seguirá uma estratégia de distribuição seletiva como no mercado europeu e demais países, buscando ganhar destaque e ares de exclusividade por aqui, já que estará presente apenas nas melhores perfumarias do país.

De acordo com Monica Ceballos, Gerente de Marketing da grife no Brasil, “o conceito Loewe combina um equilíbrio entre a tradição e a modernidade, trabalhando sempre com tendências, sem perder a essência da marca. É muito importante manter os elementos que uma marca de luxo precisa para ser exclusiva no mercado. Queremos conquistar os brasileiros, assim como o mercado europeu foi seduzido”.

Em recente visita ao Brasil, Cedric Mahe, Gerente de Marketing da Loewe para as Américas, concedeu entrevista exclusiva para o site Gestão do Luxo e contou-nos sobre a estratégia de negócios da marca no Brasil:

Gestão do Luxo: Qual o público-alvo da Loewe no Brasil? Quais as estratégias da marca para conquistar o consumidor brasileiro?

Cedric Mahe: A Loewe tem como público-alvo homens e mulheres de alto poder aquisitivo, interessados por moda e que valorizem a sofisticação, elegância e a excelência. A marca esteve presente em cerca de 200 pontos-de-venda no país. Agora, sendo distribuída pelo grupo LVMH, nosso objetivo é reposicioná-la, diminuindo a concentração de pontos-de-venda para cerca de 20 unidades, todas localizadas em lugares-chave do segmento do Luxo. Pretendemos, assim, ter a nossa marca consolidada e expandida, sempre buscando a imagem impecável, apostando nos locais de venda e no treinamento de nossos funcionários, buscando o reconhecimento como uma marca de luxo, que desperte o desejo.

Gestão do Luxo: Como será a comunicação da Loewe no Brasil?

Cedric Mahe: Em uma primeira etapa, teremos uma forte campanha de lançamento para antes do final deste ano, permitindo a nosso consumidor conhecer nossas fragrâncias e a marca em si. Em uma segunda etapa, teremos campanha em TV por assinatura e faremos publicações em revistas especializadas em beleza, moda e dirigidas ao público feminino.

Gestão do Luxo: Onde poderão ser encontrados os produtos da marca?

Cedric Mahe: Os produtos Loewe estarão disponíveis em perfumarias especializadas e localizadas em locais de varejo de luxo, como a Perfumaria Fauré do Shopping Iguatemi São Paulo, a Fragrance do Shopping Cidade Jardim, as perfumarias Suil e Vent Vert do Morumbi Shopping, Calèche e outros pontos em locais estratégicos.

Gestão do Luxo: A Loewe tem planos de trazer lojas com o seu portfólio completo de produtos, já que a marca é forte em artigos de couro e moda feminina e masculina?

Cedric Mahe: Estamos sempre estudando oportunidades em mercados potenciais. O Brasil é hoje um dos países com maior potencial para negócios do luxo. Não temos informações precisas ainda, porém o mercado brasileiro de moda é um de nossos alvos.

Jóias e Relógios, Mercado de Luxo, Moda e Acessórios, Negócios do Luxo

Chanel J12 Marine: o relógio masculino esportivo da grife francesa

Por Ricardo Ojeda Marins

Os homens apaixonados por relógios e que estão à procura de algo diferente com certeza não resistirão à tentação de adquirir um novo relógio da grife Chanel. Isso porque a elegante marca francesa lançou um relógio esportivo voltado para o consumidor masculino, um movimento incomum para eles, já que a marca, símbolo do luxo desde a sua existência, é prestigiada e reconhecida por suas criações femininas.

O modelo Chanel J12 Marine Watch foi criado em comemoração ao décimo aniversario da coleção Chanel J12 e tornou-se rapidamente item de desejo no universo masculino. É um autêntico relógio de mergulho, mantendo a perfeição estética dos demais modelos da coleção, porém agora esportivo sem deixar de ser luxuoso.

O recém-celebrado J12 Marine foi inspirado em símbolos marítimos, e destinado ao homem moderno e sofisticado. O J12 está disponível em dois tamanhos e três versões em cores clássicas Chanel: preto, branco e azul. Feito de uma cerâmica de alta tecnologia e um cristal de safira, esse luxuoso mimo é ideal para mergulhadores profissionais, já que apresenta resistência a água até 300 metros.

Conheça mais detalhes e mergulhe nesse luxo esportivo: http://j12-marine.chanel.com/en_us/#/home/landing

Jóias e Relógios, Mercado de Luxo, Moda e Acessórios, Negócios do Luxo, Varejo de Luxo

Swarovski inaugura flagship em Londres

Por Ricardo Ojeda Marins

A prestigiosa grife Swarovski, famosa mundialmente por seus cristais utilizados no segmento da moda, abriu as portas de sua nova flagship na Oxford Street, em Londres, há alguns dias, quando fez uma apresentação fechada para a imprensa e amigos da marca. A nova loja fica a poucos passos de grifes como Calvin Klein, Jo Malone, Gant, além da House of Fraser, loja de departamentos com mais de 60 pontos de venda no Reino Unido e Irlanda.

Um dos mais lindos anéis da grife, disponível por £ 77 (R$ 223)

O evento foi realizado antes da abertura da loja oficial, em 16 de setembro e contou com celebridades como o ator Antonio Campbell Hughes, a apresentadora da MTV Laura Whitmore e Nathalie Colin, diretora criativa da grife.

Hayley Quinn, diretora da Swarovski no Reino Unido, disse que a abertura vai reforçar a posição da marca no país e oferecer produtos de luxo acessível aos consumidores. “Swarovski teve muito sucesso na Oxford Street por muitos anos, mas a abertura de uma loja em uma localização privilegiada na parte central da Oxford Street reconhece tanto a importância da renomada rua como um destino global do varejo, como o compromisso da Swarovski para reforçar-se como um marca líder de jóias da moda”, diz Quinn.

A nova flagship britânica é a mais recente do crescente portfólio da grife Swarovski, que hoje possui 55 lojas, além de estar presente em lojas de departamento e boutiques parceiras ao redor do mundo.

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Hotelaria de luxo em Bali: GHM reabre sua Beach House no resort The Legian

Por Ricardo Ojeda Marins

De frente para uma enorme extensão de praia, o luxuoso The Legian é um dos principais resorts de Bali ao longo da área nobre de Seminyak, na costa sudeste. O resort conta com 67 suítes de diferentes opções, além de 11 luxuosas villas com piscina privativa, situadas em jardins perfumados. Há também um Lounge Club e serviços de mordomo.

Já a Beach House, opção de acomodação ainda mais exclusiva, passou por uma reforma e volta agora repaginada. Em um recanto especial e isolado do local, a Beach House tem 3 quartos, salas separadas, facilidades para refeições e uma suntuosa piscina de 16 metros com vista para o mar cintilante. Os serviços também não deixam por menos: você poderá usufruir de tratamentos de spa relaxantes em um cenário de um lindo jardim, ou simplesmente pedir uma massagem privada na sua suíte ou villa. Com design de Jaya Ibrahim, a luxuosa casa proporciona ainda vistas panorâmicas do Oceano Índico. O quarto principal é equipado com um banheiro de mármore, varandas de madeira e uma banheira no terraço com vista para o mar.

Os hóspedes também contam com serviço de mordomo 24 horas, um carro com chauffeur particular e a opção de um chef pessoal. A partir de US$ 2.700 por noite pode-se desfrutar dessa luxuosa experiência. A Beach House também pode ser reservada para eventos como casamentos e coquetéis.

Conheça mais detalhes:  http://www.ghmhotels.com/

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