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Carros de Luxo, Mercado de Luxo, Moda e Acessórios, Negócios do Luxo

A extensão de marcas no segmento de automóveis de luxo

A legendária grife Ferrari, que também atua com moda e acessórios para homens, mulheres e crianças

Por Ricardo Ojeda Marins (Artigo publicado no site Gestão do Luxo da FAAP)

Desafios e cuidados ao expandir uma marca de luxo

Um dos maiores desafios para as marcas é manter seu contínuo crescimento. Aparentemente, uma das formas mais fáceis de mantê-lo seria através da introdução de novos produtos com a mesma marca e relativos à categoria de produtos da marca-mãe. Esta estratégia seria bastante óbvia e vencedora, não fosse tão complexa e desafiadora.

Camisetas Ferrari, jaquetas BMW, relógios Mercedes-Benz. Cresce cada vez mais o número de marcas de luxo – de segmentos como o de automóveis, moda e joalheria – investindo na produção de produtos de segmentos diferentes de sua atuação. Muitas delas, consolidadas e com prestígio, vem utilizando a estratégia de extensão de marca para ampliar a receita.

A estratégia consiste em estender a marca para uma nova categoria de produtos para atender a mesma base de consumidores, utilizando os mesmos canais de distribuição. Porém, no mercado com foco no consumidor AAA, novas categorias de produto só devem ser exploradas se estiverem alinhadas ao conceito da marca. Na prática, no entanto, muitas empresas estão desenvolvendo produtos mais acessíveis que serão vendidos em um número maior de pontos de venda, para atrair uma quantidade maior de consumidores. Porém, até que ponto uma marca de luxo pode ser ampliada para novas categorias sem arranhar o seu posicionamento?

Quando falamos em marcas de luxo, é preciso muita cautela ao optar pela expansão da marca. É imprescindível estar atento para não modificar a proposta de seu valor ao ampliar a acessibilidade e atrair um público bem diferente daquele que adquire, por exemplo, um automóvel Ferrari ou uma jóia Cartier. É necessário que haja um alto nível de relacionamento da marca como o público. Uma expansão realizada sem critério pode confundir o que a marca representa, diluindo seu valor. As extensões bem-sucedidas são as que permanecem, levando em conta o conceito original da marca.

Ícone do mercado de automóveis para o consumidor de alto poder aquisitivo, a Ferrari ampliou sua atuação para além do mercado de mobilidade. Hoje a montadora possui um mix de produtos em vários segmentos como perfumes, calçados, roupas e artigos em couro. Esta estratégia foi utilizada para dar nova dimensão à marca. A grife Ferrari é considerada um estilo de vida e toda sua comunicação e marketing foram focados em manter esse estilo. Peças de vestuário que levam o nome da legendária grife italiana podem ser encontradas em suas lojas próprias em diversas cidades dos Estados Unidos, Europa, Ásia, em lojas multimarcas ao redor do mundo e também no seu e-commerce. Porém, a excessiva variedade de produtos e uma distribuição não tão criteriosa foram, sem dúvida, prejudiciais à marca. A Ferrari passou a ser desejada por consumidores que estão longe de ser o público-alvo que a grife busca atingir. Diversos são os pontos de venda de seus produtos de vestuário e a acessibilidade em excesso torna-se um ponto negativo para o posicionamento da marca. Na cidade de Buenos Aires, por exemplo, a grife pode ser encontrada em um revendedor multimarcas no shopping Galerias Pacífico que está localizado no centro da cidade e não possui qualquer seletividade. Quando falamos em produtos de luxo, uma distribuição seletiva é condição essencial na gestão da marca, já que reforça a ideia de que bens e produtos prestigiosos não se encontram facilmente em qualquer lugar, e sim em locais escolhidos com cautela, em áreas nobres e freqüentadas pelo consumidor de alto poder aquisitivo.

Por outro lado, há casos de extensão de marcas de luxo para outras categorias de produtos que aproveitaram a oportunidade sem prejudicar seu posicionamento. Reconhecida por seu desempenho, segurança, conforto, requinte, durabilidade e por seus automóveis luxuosos e cobiçados ao redor do mundo, a alemã Mercedes-Benz prova que estilo e design fazem parte de seu DNA. A grife estendeu-se, há alguns anos, para muito além do mercado automotivo ao apostar na criação de peças de moda e acessórios que levam o seu nome. Desenvolveu itens destinados a homens, mulheres e crianças. São produtos clássicos e esportivos como camisetas, relógios, bonés, cachecóis e gravatas, que podem ser encontradas em lojas multimarcas ao redor do mundo e em seu e-commerce em países como Reino Unido, Austrália e Estados Unidos. Sua coleção especial de roupas e acessórios exclusiva para jogadores de golf mostra que a marca entrou para o mundo da moda mantendo sua preocupação com a excelência ao criar peças que atendessem a seu público exigente e com alto poder aquisitivo. A prestigiosa marca alemã faz-se presente no mundo fashion associando-se a eventos importantes do segmento: atualmente, a semana de moda de Berlim e Nova York levam o seu nome – Mercedes-Benz Fashion Week. É ainda patrocinadora oficial da Fashion Week de cidades como Paris, Londres, Miami, Cidade do México e Brisbane e também do GQ’s Best-Dressed List 2011, da revista britânica Gentlemen’s Quarterly, lista que reuniu os homens mais estilosos do Reino Unido.

Mercedes-Benz: a marca alemã atuante na moda com peças que vão do clássico ao esportivo

Ao entrar para o segmento de moda e acessórios a Mercedes atingiu, sem dúvida, o seu real consumidor, além de consumidores que não possuem seus automóveis, mas que admiram a marca e adquirem algumas de suas criações a preços considerados acessíveis. O preço de seus produtos pode variar de US$ 20 a US$ 500.

Não menos luxuosa e reconhecida por sua alta tecnologia aliada a design e sofisticação, a também alemã BMW é outro exemplo de grife que viu oportunidades de crescimento de suas unidades de negócio. Renomada por seus automóveis que são verdadeiras “máquinas”, vem atuando há algum tempo nas passarelas da moda.

A prestigiosa marca BMW: moda e acessórios para homens, mulheres e crianças

Sua grife BMW Lifestyle foca no público masculino, feminino e infantil. Camisetas, relógios, miniaturas de veículos, jaquetas em couro e bonés são algumas de suas criações. Seus artigos destacam-se pelo acabamento de alta qualidade e design, o que reflete totalmente o conceito BMW. Seus produtos não são apenas elegantes e de alto padrão, mas também extremamente confortáveis. Suas coleções podem ser adquiridas através de seu e-commerce nos Estados Unidos, Europa e em algumas de suas concessionárias. A grife alemã investe em produtos mais acessíveis como chaveiros e camisetas, bem como em produtos direcionados a um público seletivo, como jaquetas próprias para uso em esportes como ski ou ainda em acessórios para praticantes de golf. Sua política de preços faz com que a grife atinja não apenas o seu fiel cliente, assim como entusiastas da marca. Há peças acessíveis, como chaveiros vendidos a US$ 20, mochilas por US$ 80, mala para acessórios de golf por US$ 250 e outros.

Seguindo a tendência de outras montadoras de luxo, a britânica Lotus desenvolveu a grife de roupas Lotus Originals, inspirada no lifestyle da montadora. Suéteres de cashmere, jaquetas de couro e luvas de pelica, com inspiração na década de 1970 são alguns dos destaques de suas criações.  A coleção da Lotus teve seu lançamento no auge da temporada masculina da London Fashion Week. A estratégia utilizada pela montadora dará uma nova dimensão à marca, maximizando o seu alcance, proporcionando um ganho de mercado e oferecendo uma nova experiência ao seu consumidor. Atualmente suas peças podem ser adquiridas através de sua loja virtual. A grife tem planos de abertura de uma flagship para ainda este ano, que provavelmente será na região central de Londres.

Campanha da britânica Lotus, agora atuante no segmento de moda

A extensão de marca no segmento do luxo deve ser avaliada e estudada com rigor e só é válida se os novos produtos destinarem-se ao mesmo perfil de consumidor, seguindo o conceito de excelência, exclusividade e mantendo as mesmas políticas de preço, distribuição e comunicação seletivas da marca-mãe. Mesmo ciente de que seus novos produtos poderão atingir o consumidor aspiracional ao mercado de luxo, se a empresa já atua neste segmento e objetiva vender mais para um público maior, deve manter sua essência e principalmente proteger seu prestígio. Essa estratégia diminui os riscos e os custos, aumentando a cobertura de mercado e fortalecendo os valores e interesses pela marca.

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Rolls-Royce busca atrair consumidores mais jovens

Por Ricardo Ojeda Marins (Artigo publicado no site Gestão do Luxo da FAAP)

Ícone da elegância aristocrática investe no consumidor que dirige o próprio carro

Os luxuosos automóveis Rolls-Royce foram utilizados pela aristocracia no século passado e atualmente continuam a ser utilizados por reis, rainhas e presidentes pelo mundo afora. Muitos atributos e qualidades vêm à nossa mente quando pensamos na prestigiosa marca, porém, jovialidade certamente não é um deles. Fundada em 1906 por Frederik Henry Royce e Charles Stewart Rolls, como resultado de uma parceria realizada entre eles em 1904 em Manchester, no Reino Unido, a marca inglesa que ficou famosa pela fabricação dos mais luxuosos automóveis do mundo quer mudar sua imagem e busca agora atrair jovens consumidores de alto poder aquisitivo. A empresa diz nunca ter trabalhado com agências externas de propaganda e afirma que está em conversação com algumas delas para campanha de seu novo sedã, o modelo Ghost. “Não é algo que já tenhamos feito no Reino Unido anteriormente, mas estamos interessados em conhecer idéias de profissionais de algumas agências com experiência no mercado automotivo”, diz a empresa.

O modelo Ghost inaugura um novo segmento da marca, sendo jovial e menor que o modelo Phantom, seu carro-chefe. O público-alvo é o cliente Rolls-Royce que dirige o próprio carro, buscando o desempenho dos grandes sedãs de luxo, com aparência sóbria e elegante. Externamente, ele apresenta a forte identificação visual da marca, com a inconfundível grade dianteira cromada, e com o símbolo “RR”, sinônimo de sofisticação e exclusividade. Apelidado de “baby roller” em uma tentativa de ser moderno e cool, o modelo é ainda considerado mais aerodinâmico e esportivo, segundo especialistas. Apesar de atrair o consumidor jovem, seu valor segue a precificação dos bens produzidos pela grife. O modelo custa £ 190 mil (cerca de R$ 532 mil).

O luxuoso sedã inglês possui sistema de estabilização Anti-Roll, impedindo a inclinação da carroceria em curvas, sistema Night Vision, que mostra na tela LCD do computador de bordo imagens de uma câmera posicionada na grade dianteira. Isso permite ao motorista ver nitidamente imagens de objetos que estejam a mais de 300 metros de distância. No item segurança, o Ghost é equipado com um sistema que detecta e avisa o motorista sobre mudanças de faixa sem indicação de seta, prevenindo uma sua eventual distração. Mike Pratt, especialista em design, afirma que seu interior em couro é todo costurado à mão e chega a levar duas semanas para ficar pronto, desde a escolha e preparação das peças até seu acabamento. O luxo e a sofisticação estão presentes em cada detalhe, como o guarda-chuva embutido na porta dianteira, que sai do seu compartimento apenas com o toque de um botão.

De acordo com Helmut Riedl, diretor de engenharia da empresa, “o Ghost é um Rolls-Royce”. Isso significa que, apesar de seus extraordinários números de performance, ele foi desenvolvido para oferecer potência refinada. Tais características são ilustradas pelos significativos níveis de torque disponíveis a baixas rotações, o que faz a arrancada ser muito suave e proporciona uma relaxante experiência de dirigir. “Nosso desafio foi preservar o nível de conforto e fornecer a mais interessante e dinâmica pilotagem jamais vista em um Rolls-Royce”, diz ainda Heidl.
Segundo o jornal americano The Wall Street, as vendas do novo modelo Rolls-Royce Ghost – marca de alto luxo pertencente ao Grupo BMW -, saltaram para 220 carros em maio de 2010 contra os 51 no mesmo mês em 2009. Nos primeiros cinco meses, as vendas da Rolls-Royce totalizaram 678 em comparação com 276 veículos no mesmo período do ano anterior.

Para os apaixonados por automóveis e tecnologia, mais uma tentação que certamente aguçará o desejo de adquirir o carro: em parceria com a Apple, foi criado um aplicativo exclusivo do Rolls-Royce Ghost para usuários do iPhone e do iTouch, onde é possível conhecer detalhes do modelo em fotos e vídeos, além de customizá-lo escolhendo uma das 12 cores disponíveis, opções do revestimento em couro, acabamento da madeira e outros. Após montado, seu carro poderá ficar guardado em uma garagem virtual. Puro luxo contemporâneo e interativo.

Ao tentar atrair esse consumidor, a Rolls-Royce deve ser cuidadosa com as estratégias a serem utilizadas. O perigo é, evidentemente, uma campanha de marketing excessivamente ambiciosa trazer aumento de popularidade à marca em curto prazo, porém com o risco de sacrificar a longo prazo seu prestígio e sua credibilidade, uma vez que é símbolo do clássico, da elegância e da exclusividade.

O primeiro automóvel produzido pela Rolls-Royce, em 1906


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Carros antigos: o luxo do passado ainda mais desejado e valorizado

Bugatti Type 57SC Atlantic

Por Ricardo Ojeda Marins (Artigo publicado no site Gestão do Luxo da FAAP)

Modelos antigos atraem colecionadores e apaixonados por carros

Enganam-se os que pensam que o sucesso dos carros antigos ficou no passado. Com certeza eles marcaram épocas, mas ainda estão presentes não apenas em cenas de cinema, mas sim na vida real e são desejados por muitos consumidores, além de altamente valorizados, podendo alguns deles valer alguns milhões de dólares.

No início a indústria automobilística, não tendo referências de modelos anteriores, produzia verdadeiras obras de arte e engenharia criadas a partir de necessidades específicas e os veículos não eram uma mera evolução do modelo anterior. Muito diferente do passado, hoje há maior competitividade, inclusive entre as marcas de automóveis de alto luxo no Brasil e no exterior. E para os carros antigos e históricos, os preços de muitos modelos chegam a ultrapassar qualquer modelo atual de luxo. Com sede em Londres, o Hagi (Historic Automobile Group International), é uma carteira de índices que determina valores de carros raros e clássicos. “Dois fatores determinantes para o preço são os números produzidos e o desempenho de corrida”, diz Dietrich Hatlapa, fundador do Hagi. “Se você tem sucesso de corrida, isso pode significar que o valor do carro supere de 300 a 400%. Porém, se restaurado, o veículo pode ser menos valioso do que o original”, diz ainda Hatlapa.

Ferrari 250 Testarossa 1957

Os grandes eventos de leilões de carros antigos trazem raridades para os admiradores, e gastos que podem ser milionários para os colecionadores. O valor de muitos modelos antigos é realmente alto, mas as pessoas que colecionam compram pelo desejo e emoção. De fato, são carros históricos e raridades que não voltam mais, já que muitos deles tem um charme incomparável e foram produzidos em série limitada. Nesses leilões eles são expostos com pintura nova, motor original e pequenas modificações que deixam o carro ainda mais charmoso, tornando a escolha uma tarefa difícil. Boa parte dos compradores têm o objetivo de realizar exposições, até mesmo porque a quantidade de aficionados pelo tema é enorme.

Em maio de 2010, foi leiloado em Santa Monica, na Califórnia, o carro considerado o mais valioso do mundo. Por mais de US$ 30 milhões, o modelo Bugatti Type 57SC Atlantic, originalmente fabricado em 1936, foi adquirido por um comprador não divulgado. “Estou muito feliz por encontrar o novo comprador desse luxuoso e clássico modelo de 1936, um dos automóveis mais valiosos e importantes do mundo, pertencente a coleções particulares e raramente visto durante as últimas quatro décadas”, diz David Gooding, presidente e fundador da Gooding & Company, empresa que promoveu o leilão. Apenas três modelos Bugatti SC foram fabricados, sendo um deles pertencente ao estilista americano Ralph Lauren, dono de uma invejável coleção de carros.

Ferrari 250 GTO modelo 1963

Muitas são as marcas de carros clássicos históricos desejados por apaixonados e colecionadores. Considerada ícone do mercado de luxo automotivo, a Ferrari não poderia estar ausente. Seu modelo 250 GTO modelo 1963 (foto acima) foi adquirido pelo DJ britânico Chris Evans este ano, por nada menos do que £15milhões, em leilão realizado pela RM Auctions. Apenas 33 unidades deste modelo foram produzidas no mundo. E no mundo dos leilões de carros de luxo também predomina a excelência na apresentação do produto e dos serviços. Um bom exemplo é a estratégia usada pela RM Auctions, organizadora de leilões da Ferrari. Para um seleto grupo de clientes, há um programa de experiências proporcionadas durante os quatro dias que antecedem o dia do leilão, que acontece no centro de logística da equipe de Fórmula 1. O programa inclui visitas ao museu da marca italiana e à sua linha de montagem, além de um passeio até alguns castelos onde ficam coleções particulares, para apreciar alguns dos modelos que foram comprados em leilões anteriores.

Uma das paixões do consumidor brasileiro está ligada a carros e afins. O mercado de carros antigos de luxo é restrito e seletivo, com algumas lojas especializadas no país, contando ainda com a Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA), entidade sem fins lucrativos fundada em 1987 por um grupo de apaixonados por carros antigos. A FBVA coordena as atividades dos clubes associados, como BMW Car Club Brasil, Chrysler Clube do Brasil, Museu do Automóvel de São Paulo e outros, além do calendário de eventos do segmento, sendo filiada a FIVA (Federação Internacional de Veículos Antigos), fundada em 1966 e com sede em Bruxelas. O calendário de eventos do órgão no Brasil é extenso. Durante todo o ano, há exposições em diversas regiões do país.

Em São Paulo, há lojas especializadas em carros antigos esportivos, clássicos, vintage e de alto luxo. A Private Collections, que fica no Jardim Europa, tem um showroom admirável onde podem ser encontrados importados com poucos anos de uso até modelos clássicos e históricos dos anos 50, 60 e outros, como Cadillac, Jaguar, BMW, Mercedes ou ainda uma Maserati ano 1974 com apenas 20 mil quilômetros de uso. De acordo com Ricardo Robertoni, diretor da loja paulistana, um dos fatores que tem encorajado a compra de antigos é a valorização. “A maioria dos carros clássicos não desvaloriza e alguns ainda têm seu preço inflacionado, como é o caso de alguns conversíveis europeus”, diz.  Robertoni afirma ainda que ter carro antigo também representa um estilo de vida.

Encontrar um carro antigo não é o mesmo que encontrar um carro novo ou um lançamento. É uma busca insaciável que faz parte da paixão dos colecionadores e admiradores dessas máquinas que marcaram épocas, fizeram e ainda fazem sucesso além de, em muitos casos, remeter o seu consumidor a momentos inesquecíveis de sua vida, como a infância ou a juventude.

http://www.rmauctions.com/
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Chevrolet Camaro SS chega em breve no Brasil

Por Ricardo Ojeda Marins

Com chegada oficial programada para o Salão do Automóvel que ocorrerá em São Paulo, em Outubro próximo, o Camaro SS, modelo esportivo de luxo da multinacional americana já é alvo dos admiradores e apaixonados por carros. Logo após a confirmação da versão SS do Camaro para o Brasil, a General Motors anunciou que o modelo esportivo será equipado com transmissão automática de seis velocidades, com opção de trocas manuais e borboletas para troca de marcha, sem precisar tiras as mãos do volante. Esse modelo esportivo de luxo é a versão top da linha.

O Camaro SS também conta com sistema de desligamento automático dos cilindros, que em velocidades constantes, desliga quatro dos oito cilindros, economizando combustível. A versão esportiva do muscle car virá ao Brasil equipado também com controle de tração que pode ser desativado, para proporcionar uma condução mais esportiva.

O modelo é equipado com motor V8 de 6.2 litros, 16 válvulas de 406 cv e 55,6 kgfm de torque e controle de tração, de série.

Vale a pena uma visita o site do Camaro SS e conhecer os detalhes internos e externos dessa “máquina”. Para os amantes da velocidade, essa visita pode ser, mesmo sem ainda dirigi-lo, uma experiência tentadora.

Conheça mais detalhes: www.chevroletcamaro.com.br

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O luxo arrojado da Mercedes-Benz modelo CLS 350 2011

Por Ricardo Ojeda Marins

Os apaixonados por automóveis de luxo sabiam que o novo modelo CLS 350 da Mercedes-Benz está pra chegar. E já foram publicadas imagens dessa nova criação da prestigiosa marca alemã. Com lançamento oficial no Paris Motor Show 2010, que ocorrerá durante o período de 02 a 17 de Outubro próximo, o novo modelo coupé 4 portas acaba de ser mostrado ao mundo e promete atrair o desejo de muitos consumidores.

Inicialmente lançado em 2004, o CLS fez tanto sucesso que abriu caminho para um novo segmento de carro. O resultado o novo CLS 2011 chegando para concorrer com outros carros de alto luxo, como Porsche PanameraAston Martin Rapide e Audi A7. A segunda geração do modelo CLS chega agora com aperfeiçoamentos técnicos e estéticos. Puro luxo contemporâneo!

O novo modelo foi fortemente inspirado no conceito shooting brake que a Mercedes vem exibindo no salão do automóvel ao redor do mundo. O estilo do coupé de quatro portas clássico agora é mais arrojado, porém não menos luxuoso. Ele ganhou novo pára-choque dianteiro com luzes de neblina produzidas por LEDs, teve seu conjunto ótico totalmente modificado e apresenta iluminação por projetores, além das luzes de circulação diurna em LED. Na parte traseira, todas as funções de iluminação são emitidas por LEDs. As laterais, antes lisas, agora receberam vincos acentuados, acompanhando a tendência de toda a linha 2011 da marca.

O novo modelo da Mercedes-Benz também teve modificações na parte interna. A tela do computador saiu do console para a parte superior do painel, ficando no mesmo nível do painel de instrumentos. O luxuoso acabamento pode customizado com madeiras nobres, carbono ou black piano. A Mercedes CLS 350 estará disponível com opções de motores V6 e V8, além de uma versão mais esportiva desenvolvida pela AMG.

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Carro de luxo ou consumidor de luxo?

Por Ricardo Ojeda Marins

Quando falamos em carros de luxo, logo nos vem em mente algumas características, como grande, espaçoso, imponente, um V8 ou até mesmo um V12. E é claro, algumas marcas que já estão previamente em nosso pensamento: Mercedes, BMW, Audi, Lexus ou Jaguar.

Mas isso mudou. Hoje em dia, é a marca, com seus atributos intangíveis que conta, ou seja, o sentimento do consumidor pela marca. Portanto, o luxuoso pode não necessariamente ser o produto top da marca. Os modelos de luxo ainda carregam com orgulho a sua marca-mãe, à qual é atrelado sempre o conceito de qualidade intrínseca do produto. Algumas marcas são sinônimo de referência de qualidade, design e prestígio.

Mas amanhã certamente haverá uma outra definição de luxo ou prestígio, porque a percepção dos consumidores está em constante mutação. E a concorrência no mercado automobilístico vem aumentando consideravelmente. No Brasil, por exemplo, modelos de automóveis como os utilitários esportivos de marcas como Toyota, Hyundai, Mitsubishi, Honda e outras, disputam o mesmo público-alvo, o consumidor de alta renda. E como conquistá-lo? Como atendê-lo, entendê-lo e encantá-lo? A conquista deste consumidor de luxo é um desafio mesmo para as marcas tradicionais, e se dará, efetivamente, pelas qualidades intangíveis oferecidas, tornando a aquisição de um carro uma experiência inesquecível. Um bem de luxo deve ser altamente desejado, almejado. Enquanto um bem de luxo é adquirido, pelo menos outras 500 pessoas gostariam de fazer o mesmo. O novo luxo é ser, sentir, experimentar, vivenciar, além de fazer parte do estilo de vida que o produto e a marca lhe proporcionam.

A questão da sustentabilidade também possui relevância e pode ser um dos fatores de decisão de compra. Os fabricantes de automóveis de luxo e até mesmo os do mercado de massa no mundo vem mostrando estudos de concepção de modelos com motores elétricos. A Tesla, fabricante de veículos de motor elétrico “high performance” presente nos Estados Unidos e Europa, por exemplo, apresenta o modelo Tesla Roadster(foto), esportivo de alto luxo com preço em torno de US$ 130mil. Mesmo ainda sem essa possibilidade no Brasil, o consumidor do luxo contemporâneo busca, além de realizar seus desejos e experiências, um comprometimento com o meio-ambiente, dando preferência a carros com menor índice de poluição. Esse é o luxo sustentável e consciente.

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Lexus revela seu esportivo de luxo LFA, de 375 mil dólares

Por Ricardo Ojeda Marins

O Lexus LFA irá retornar a um dos seus cenários de sua concepção: o circuito de Nürburgring, na Alemanha. A pista, utilizada por 10 em cada 10 fabricantes para ajustar modelos esportivos, foi um dos celeiros para a criação do LFA, o primeiro superesportivo de alto luxo do grupo Toyota. E o retorno não poderia ser em melhor estilo. A Lexus reservou duas unidades dessa poderosa “máquina” para competir nas 24 horas de Nürburgring, uma das mais tradicionais corridas de resistência do mundo.

O queridinho de longa data de fotógrafos do famoso circuito alemão é uma oponente “super máquina” que, após longos dez anos de desenvolvimento, busca redefinir uma marca que veio para ser conhecida por construir carros que façam seus ocupantes desfrutarem da sensação de “flutuar”, além de ser, é claro, desejada pelos apaixonados por carros.

O LFA possui uma estrutura que é a prova de um estudo da eficiência aerodinâmica. Seu motor é 4.8 V10 de 552 cavalos, montado na frente. O preço para presentear-se com este pequeno mimo gira em torno de US$ 375mil, mas em uma tentativa de frustrar os especuladores que pretendam revendê-los imediatamente com preços inflacionados, a empresa planeja oferecer o carro nos Estados Unidos apenas através de locação por dois anos, com preço mensal ainda não divulgado. Poucos afortunados locatários americanos ainda poderão ter seus carros construídos por encomenda, e ter o privilégio de escolher entre 30 cores. Isso é que é um luxo customizado.

Apesar do preço do LFA, sua controladora, a Toyota, poderá sofrer uma perda em cada carro. Os planos para a criação de apenas 20 unidades por mês durante 25 meses consecutivos renderão a produção total de 500 veículos, dos quais apenas 150 atenderão à América. As entregas devem ter início no início de 2011.

Conheça mais detalhes:

http://www.lexus-lfa.com/

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