Category

Mercado de Luxo

Mercado de Luxo, Moda e Acessórios, Negócios do Luxo

Versace inaugura em Milão boutique para o público infantil

Por Ricardo Ojeda Marins

Os pequenos consumidores da moda e acessórios ganham uma nova opção na hora de renovar seu guarda-roupa. A grife italiana Versace, comandada há alguns anos por Donatella Versace, inaugurou na capital da moda sua primeira loja exclusivamente dedicada ao público infantil – a Young Versace, cuja coleção foi apresentada no salão de moda Pitti Immagine Bimbo, em Junho deste ano em Florença.

São roupas e acessórios criados exclusivamente para recém-nascidos até crianças com a idade de 12 anos, contando com peças que seguem o estilo fashion da grife, como mamadeiras com cristais Swarovski, mini smokings para os meninos,  vestidos, camisetas e outros.

Localizada na Via Borgospesso, pertinho da loja Versace Home, vale destacar o seu interior que atrai, sem dúvidas, adultos e pequenos consumidores: toda lilás, a loja é decorada com imitações de doces gigantes, cadeiras confortáveis para descansar, e uma atmosfera que provoca o desejo de compra em qualquer criança. A Young Versace está próxima de outras grifes de prestígio, como Salvatore Ferragamo, Acqua di Parma e do luxuoso Hotel Four Seasons.

A grife italiana, que aos poucos vem se recuperando da crise que enfrenta desde 2008, não é a única a investir no público infantil. O estilista Alber Elbaz, da grife Lanvin, apresentou há apenas alguns dias sua primeira coleção infantil, a Lanvin Petite. Para celebrar, a grife Lanvin realizou eventos em Paris, Mônaco e Nova York. Outras grifes de luxo como Burberry, Ralph Lauren e Christian Dior também vem apostando em criações para o público infantil.

Aviação, Luxo no Brasil, Mercado de Luxo, Negócios do Luxo, Serviços de Luxo, Viagens e Turismo

Vôos customizados

Por Ricardo Ojeda Marins (Artigo publicado no site Gestão do Luxo da FAAP)

Cresce cada vez mais a busca por serviços de fretamento de aeronaves

Customização, privacidade e exclusividade. Talvez estes sejam alguns dos principais fatores que impulsionam o mercado de aviação executiva no Brasil. A economia de tempo e o tratamento personalizado proporcionados a passageiros de aviões privativos levam consumidores de alto poder aquisitivo a procurar esse serviço.

Enquanto as companhias de aviação comercial estão reduzindo custos e oferecendo menos opções de serviços, as empresas de fretamento de jatos, aeronaves e helicópteros investem na excelência de serviços e na customização. Desde modelos que comportam poucos passageiros a aeronaves de grande porte, essas empresas oferecem serviços que vão muito além da privacidade e exclusividade. Embarque e desembarque vip, facilidades nos aeroportos, economia de tempo por evitar filas comuns nas companhias aéreas são fatores importantes que levam consumidores de alto poder aquisitivo a utilizar esse serviço de alto luxo ao invés de vôos regulares.

A aviação executiva tem crescido a uma taxa anual de 7% no Brasil. Essa expansão pode ser explicada, em parte, pela busca dos consumidores de alta renda por conforto, privacidade, sofisticação e um serviço de bordo customizado. Outro fator fundamental é o aumento da renda do consumidor brasileiro da classe C, que possui um acesso cada vez mais facilitado às viagens aéreas. A demanda excessiva de passageiros na aviação comercial e a falta de investimentos em infra-estrutura justificam a crescente necessidade de evitar aborrecimentos como atrasos, cancelamentos, overbooking e filas nos aeroportos.

Além disso, executivos e empresários estão, cada vez mais, à procura de agilidade e flexibilidade para suas viagens de negócios, já que muitas cidades ainda não possuem vôos diretos com saída do Brasil. Evitar a perda de tempo com escalas ou conexões antes do destino final e customizar o trajeto de acordo com as próprias necessidades são as principais vantagens em optar pelo Private Jet. Quem viaja a trabalho leva em consideração o benefício de não ter que enfrentar a espera no check-in e a demora para retirada de bagagens.

Ainda que o serviço seja pra poucos, já que os preços são mais elevados, optar pela aviação executiva pode não ser apenas uma questão de luxo e conforto, mas sim de economia. Muitos negócios em grandes empresas podem depender da rapidez da viagem, e correr o risco de perder horas em aeroportos ou até mesmo por vôos cancelados pode acarretar prejuízos que façam valer a pena pagar pelo serviço de um jato privativo. Além disso, desperdiçar valiosas horas de trabalho ou diárias em hotéis pode representar um custo alto. Os custos de um vôo charter podem variar conforme o tamanho e a potência do motor do avião, tempo da viagem, distância e outros fatores, conforme a demanda do cliente.

O Brasil é hoje o segundo maior mercado de aviação executiva, atrás apenas dos Estados Unidos. De acordo com a Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG), a frota da aviação executiva brasileira possui cerca de 12.300 unidades no país e realizou mais de 830 mil vôos no ano passado. Atualmente há cerca de mil companhias dedicadas à aviação executiva no país, de acordo com a ABAG.

Interior de jato privativo da Líder Aviação: a companhia atua no fretamento e venda de aeronaves, helicópteros e outros serviços

Fundada em 1958, a renomada Líder Aviação é a maior empresa de aviação executiva da América Latina. Hoje está presente em mais de 20 aeroportos em todo Brasil, e conta com uma frota composta por mais de 80 aeronaves. Além do fretamento e gerenciamento de aeronaves, possui outras unidades de negócio, como venda e manutenção de aeronaves, operações de helicópteros, atendimento aeroportuário e outros. É hoje representante exclusiva da Hawker Beechcraft Corporation no Brasil, líder mundial em fabricação, design, vendas e suporte de produtos e serviços para aviação executiva. No fretamento de aviões, cada detalhe é minuciosamente cuidado por equipes altamente capacitadas. A partir da solicitação do cliente, são definidos e informados o melhor percurso, a aeronave mais adequada, tempo de vôo, serviço de bordo, infra-estrutura aeroportuária, oferecendo todo suporte para a execução de um vôo bem sucedido.

A britânica Chapman Freeborn também destaca-se por sua expertise em fretamento de aeronaves, com mais de 30 escritórios distribuídos em 5 continentes. Possui aeronaves executivas em nível nacional e global, com opções de aeronaves para passageiros particulares, grupos, empresas e também transporte de carga. A empresa oferece aviões fretados sob medida para conferências e grupos de incentivo, eventos especiais, lançamentos de produtos, equipes governamentais, configuração VIP de acordo com a necessidade do cliente, serviços de recepção em aeroportos, além de disponibilizar um gerente a bordo quando solicitado. Um de seus diferenciais é manter o responsável pela solicitação informado em tempo real sobre os detalhes de cada etapa do vôo, desde o encontro com os passageiros até o desembarque. Por não ser o operador, a Chapman Freeborn não fica restrita a determinadas aeronaves. Ela busca selecionar operadores e aeronaves de acordo com a necessidade de seus clientes, oferecendo as opções mais seguras e confortáveis para a satisfação dos passageiros.

Serviço de bordo customizado pela Chapman Freeborn: um dos benefícios e atrativos do fretamento de aeronaves privativas

A companhia aérea TAM, uma das principais companhias do mercado na aviação comercial brasileira, também está presente no segmento de aviação executiva. O fretamento na verdade faz parte do DNA da empresa, que nasceu com a prestação de serviços de táxi aéreo. Hoje sua unidade especializada em fretamentos dispõe de diversas aeronaves, desde a linha Citations até turboélices Caravan, com alcance de até 5800 quilômetros e autonomia de até 7 horas. A empresa também atua na venda de aviões e helicópteros, oferecendo a seus clientes produtos tailor made – estuda-se com detalhes as necessidades de cada cliente para proporcionar-lhe a aeronave mais apropriada ao seu perfil de utilização. Clientes TAM Aviação Executiva podem ainda desfrutar das Salas Vips equipadas com telefone, fax, internet, televisores, mesas para reunião e serviços exclusivos de copa e bar.

Exterior de aeronave da TAM Aviação Executiva: a companhia realiza fretamentos e venda de jatos, helicópteros e aeronaves

Interior de modelo de jato privativo TAM Aviação Executiva: capacidade para até 8 passageiros, ideal para uma viagem de família ou negócios

Clientes contam ainda com recepção VIP em aeroportos ou destinos específicos

Mercado de Luxo, Moda e Acessórios, Negócios do Luxo, Varejo de Luxo

Brown Thomas cria espaço com grifes para crianças

Por Ricardo Ojeda Marins

Paris, Londres e Milão. Quando falamos sobre o Mercado do Luxo na Europa estas são as principais cidades que nos vem em mente. Afinal, são destinos que respiram a moda, um dos principais segmentos neste seleto mercado. Porém, Dublin, capital da Irlanda, pode ser uma ótima surpresa para os que curtem artigos de alta qualidade e grifes famosas.

A loja multimarcas Brown Thomas é o ícone do varejo de luxo na Irlanda. Presente com um elegante espaço na  Grafton Street, em Dublin, e em mais 3 cidades no país, oferece moda e acessórios para homens  e mulheres que buscam produtos de alto valor agregado. Há coleções de grifes famosas como Ralph Lauren, Christian Louboutin, Hermés, Chanel, Salvatore Ferragamo e outros. O luxuoso espaço conta ainda com um corner exclusivo da grife Louis Vuitton.

Agora os pequenos também contam com um espaço criado exclusivamente a eles: o The Children’s Room, no terceiro piso da loja. Podem-se encontrar ali coleções de marcas como Stella McCartney Kids, Paul Smith Junior, Tartine et Chocolat, Armani Junior, Baby Dior, Ralph Lauren, Catimini e outras.

A Brown Thomas disponibiliza também a seus clientes peças customizadas conforme seu desejo ou necessidade. A loja oferece o melhor em alfaiataria Tailor Made para ternos, jaquetas, calças, casacos, camisas e gravatas com uma seleção dos tecidos da mais alta qualidade.

Fundada em 1849, a Brown Thomas atualmente pertence ao Wittington Investment Group, empresa especializada em varejo de luxo, também detentoras da renomada Selfridges, no Reino Unido e da multimarcas  Holt Renfrew, no Canadá.

Luxo no Brasil, Mercado de Luxo, Negócios do Luxo, Serviços de Luxo

A saúde do consumidor AAA

One e One Black, da One Health: os planos incluem até serviços de concierge a seus clientes

Por Ricardo Ojeda Marins (Artigo publicado no site Gestão do Luxo da FAAP)

O segmento da saúde ganha cada vez mais serviços voltados ao consumidor de alta renda

Embora ainda considerado um mercado “recém-descoberto” no Brasil, com um histórico de cerca de apenas 15 anos, o segmento de luxo tem apresentado crescimento e projeções impressionantes. E, com o crescimento da economia brasileira, o florescimento de um setor específico chama a atenção dentro desse seleto mercado: o de serviços de saúde.

O tempo cada vez mais é um bem valioso na vida das pessoas, principalmente nas grandes cidades. Atentas a essa realidade, cada vez mais empresas investem na criação de serviços exclusivos e que sejam aliados à praticidade e rapidez. Tais atributos hoje também ditam tendência na área da saúde, algo que podemos notar com o alto nível de serviços proporcionados por seletos planos de saúde e alguns hospitais.

Uma das empresas pioneiras do segmento, a argentina Omint, oferece a seus clientes uma rede credenciada que reúne o que há de melhor em hospitais, médicos, laboratórios, cobertura em casos de transplantes, atendimento em domicílio para consultas, exames e outros. O associado ainda tem a liberdade de escolher profissionais que não façam parte da rede credenciada e obter reembolso.

Sede da Omint, em região nobre da capital paulista

A Omint também expressa sua identidade na luxuosa sede localizada em área nobre paulistana, próxima aos shoppings Iguatemi e Cidade Jardim. Presente no Brasil desde 1980 e crescendo a cada ano, a empresa segue os passos contrários de sua matriz na Argentina. Enquanto no Brasil a empresa cresce sem perder o posicionamento e longe da massificação, na Argentina, devido à crise que o país enfrenta desde o início da década, o grupo teve de mudar seu posicionamento e passou a atuar no mercado de saúde massificado. De acordo com a empresa, sua rentabilidade no Brasil é de cerca de 8% ao ano, uma das mais elevadas do setor de saúde. A empresa investiu, além da medicina, ao abrir duas unidades de sua clínica odontológica, que oferecem sofisticação no tratamento dentário e o inovador sistema Day Clinic, proporcionando todas as especialidades odontológicas em um só lugar e no mesmo dia. As crianças também recebem tratamento especial: consultório infantil e uma sala chamada Espaço Criança estão à disposição dos pequenos.

Também disposta a disputar esse exclusivo mercado e unindo conveniência com sofisticação, a One Health, divisão de negócios de luxo da consagrada Amil, não mediu esforços para proporcionar a seus clientes serviços exclusivos e dignos de hóspedes de hotéis de luxo. A empresa oferece produtos de saúde diferenciados que atendem, de forma exclusiva, às necessidades de clientes de alto poder aquisitivo. Atualmente, seus serviços estão disponíveis nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Idealizado em duas faixas, One e One Black, o plano disponibiliza conveniências como assistência de viagem internacional, limite de até US$ 100 mil para urgências médicas em outros países, corpo clínico personalizado, seleção dos melhores hospitais e laboratórios, reembolsos realizados em no máximo 24 horas, cobertura de transplantes e uma ampla frota de transporte composta por ambulâncias, helicópteros e jatos equipados com avançada tecnologia em serviços médicos.

Para os clientes One Health, os mimos não param por aí. Eles ainda podem desfrutar de salas VIPs de atendimento em hospitais de ponta como Sírio-Libanês e Albert Einstein, bem como uma central de atendimento 24 horas. Há ainda o Concierge One, em que uma equipe de profissionais fornece informações culturais e artísticas de eventos, além de efetuar reserva e compra de ingressos como também reservas em restaurantes no Brasil e no exterior. Para proporcionar maior comodidade aos associados, a equipe do Concierge também pode providenciar a compra e envio de presentes, documentos pessoais e outros.

Investindo na comunicação e relacionamento com o cliente, a One Health criou a One Health Mag, revista mensal exclusiva para associados que pode ser também acessada pelo website ou pelo aplicativo desenvolvido exclusivamente para o iPad. O objetivo da publicação é unir qualidade e estilo de vida. A revista aborda a saúde por diversas óticas, trazendo artigos sobre hábitos saudáveis, inovações tecnológicas da área, prevenção de doenças, gastronomia, viagens, negócios, além de entrevistas com personalidades e dicas para os usuários do plano.

Os antenados em tecnologia podem acessar serviços da One Health em aplicativos para o iPhone, iPad e outros

Com carteira dividida entre 80% em planos empresariais e 20% individuais, a Lincx é também uma das concorrentes que disputam o mercado. Além do atendimento in company, que disponibiliza médicos ou dentistas para irem às empresas para atender os clientes, a Lincx disponibiliza a seus clientes corporativos, sem custo adicional, uma equipe multidisciplinar que orienta e acompanha o paciente no seu dia a dia e, consequentemente, proporciona a ele uma melhor qualidade de vida. Também com foco no cliente corporativo, a Care Plus atua no segmento de medicina e odontologia corporativa, especializada em atender empresas formadas por mão de obra qualificada e que têm o seu programa de benefícios como importante ferramenta para atração e fidelização de profissionais no seu quadro de colaboradores.

Também na disputa pelo cliente de alto poder aquisitivo, hospitais apostam em serviços de hotelaria de luxo. No entanto, enfrentam desafios singulares, já que agradar pacientes em um centro médico é bem diferente de atendê-los como hóspedes em um hotel de luxo. Afinal, mesmo em acomodações muito confortáveis, a ida a um hospital é quase sempre involuntária e pouco prazerosa. Os agrados podem incluir enxoval sofisticado, quarto automatizado, quadros de pintores renomados e outros serviços à disposição, que podem ser solicitados ao mordomo ou à governanta, ressaltando-se que o “mimo” desejado pelo paciente não interfira em seu tratamento clínico. No Copa D’Or, no Rio de Janeiro, por exemplo, há suítes com 60 metros quadrados, enquanto no Sírio-Libanês, em São Paulo, há serviço de quarto para atender aos pedidos dos pacientes mais exigentes ou ainda os serviços de mordomo e concierge proporcionados pelo Hospital Nove de Julho. Chefs de cozinha e staff com formação em gastronomia há algum tempo já fazem parte de hospitais de ponta como Albert Einstein, Sírio-Libanês e Oswaldo Cruz.

Para os hospitais, o objetivo é garantir aos pacientes uma série de exclusivos e sofisticados serviços e produtos para amenizar as preocupações e tornar a estadia o mais agradável possível. O cliente deseja sim cuidar de sua saúde, mas sem jamais deixar de levar em conta seus desejos e necessidades mais particulares, seja uma refeição, um lençol especial ou um concierge à sua disposição.

É necessário inovar, desenvolver diferenciais, avaliar a todo o tempo a excelência do atendimento e jamais perder o foco na prevenção e saúde de seus clientes. Afinal, ao cuidar da saúde, nada melhor do que sentir-se único e cercado de cuidados especiais.

Hotéis de Luxo, Mercado de Luxo, Negócios do Luxo, Serviços de Luxo, Viagens e Turismo

Cartões de crédito: muito além da exclusividade

The Platinum Card, da American Express

Por Ricardo Ojeda Marins (Artigo publicado no site Gestão do Luxo da FAAP)

Estes pequenos plásticos proporcionam o que há de melhor em benefícios e serviços em viagens e compras

Em movimento contrario à crise mundial, o Mercado de Luxo continua sem medo de ousar. E no segmento de serviços financeiros podemos comprovar essa tendência aqui no Brasil, com o crescimento da emissão de cartões de crédito voltados ao consumidor de alto poder aquisitivo.

Os cartões de crédito para o consumidor de alta renda são os que mais crescem no país. Segundo dados do Banco Central, esses cartões representam pouco menos de 5% do total. É quase o dobro do verificado há seis anos. Esses clientes são responsáveis por cerca de 14% da quantidade de transações e por 40% das receitas geradas pelos cartões. De acordo com as empresas do setor, o crescimento dessa base é um fenômeno não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina, pelo aumento da renda e pela estabilidade financeira na região.

No Brasil, as bandeiras Visa, Mastercard e American Express detém esse seleto mercado. Mas que diferenciais têm efetivamente estes cartões, além de status e exclusividade? Como em outros segmentos no Mercado de Luxo, para o consumidor exigente e com alto poder aquisitivo, é necessário muito além de alta qualidade, excelência e perfeição. Esse consumidor busca, seja ao comprar um automóvel, um avião particular ou uma viagem, experiências extraordinárias e reais benefícios.

Os cartões de crédito investem, em geral, em benefícios geralmente voltados a acúmulo de milhas, seguros de viagem, serviços de Concierge e organização de viagens.

O The Platinum Card, da American Express é considerado o cartão mais elitizado do país. É o único no Brasil com o sistema “invitation only”, ou seja, somente através de convite é possível tornar-se associado do cobiçado cartão. Trata-se de um cartão de compras, sem limite pré-estabelecido de despesas, ideal para o consumidor que realiza com freqüência viagens a lazer ou a negócios no exterior. O cartão possui uma agência de viagens exclusiva e sem custo algum – o Platinum Travel Service – além de uma equipe de consultores especializados em turismo de luxo que organiza todos os detalhes de viagens, incluindo parte aérea, hotéis, jatos privativos e outros. O associado conta ainda com amenities como café da manhã, late check-out garantido até as 16 horas, upgrade de acomodação mediante disponibilidade e voucher para uso em Spas ou restaurantes em exclusivos hotéis ao redor do mundo, como Four Seasons, Plaza Athénée, Aman Resorts e outros. O cartão ainda oferece seguro para viagens a países que fazem parte do Tratado de Schengen, além de um departamento de Concierge pronto a auxiliá-lo em reservas em restaurantes, ingressos para espetáculos tanto no Brasil como no exterior.

Com uma anuidade de R$ 970, o The Platinum Card proporciona ainda a seus clientes benefícios como Salas Vips em aeroportos no Brasil e no exterior, assistência médica com coberturas de até 30 mil euros, segunda opinião médica em diversos hospitais dos Estados Unidos, um seguro de mais de R$ 2 milhões em casos de morte ou invalidez permanente decorrentes de acidentes em transportes públicos aéreos, assistência jurídica no exterior e outros. Possui também o Membership Rewards, programa de relacionamento que permite acúmulo de pontos que podem ser trocados por passagens aéreas, hospedagens em hotéis, produtos e serviços. Ao comprar sua passagem aérea através do Platinum Travel Service, o associado ainda acumula mais pontos. Em uma passagem de primeira classe, por exemplo, além das milhas da compra em si, o cliente acumula 10.000 pontos adicionais, além de contar gratuitamente com traslado de ida e volta para o aeroporto (válido para as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro). O cartão possui ainda a Revista Expressions, dirigida exclusivamente a associados, reunindo informações sobre viagens, serviços, gastronomia, entrevistas com personalidades e tudo o que há de novidades no segmento do luxo.

Clientes do Bradesco Private Bank e Bradesco Prime são em geral os novos convidados a receberem o cartão high-end da American Express no Brasil. A renda mínima mensal exigida é de R$ 20 mil. Desde 2006, a operação da marca americana pertence ao Bradesco, hoje o único banco no Brasil autorizado a emitir os cartões Membership da American Express.

Já a bandeira Visa no Brasil mira o consumidor premium com as versões Platinum e Infinite. O cartão Platinum Visa é atualmente emitido por 12 bancos brasileiros, como Bradesco, Safra, Banco do Brasil e outros, e conta com benefícios como seguros de acidentes pessoais e seguro de viagem para países que fazem parte do Tratado de Schengen. Sua renda mínima para associação é em torno de R$ 8 mil por mês, variando conforme o banco emissor. Sua taxa de manutenção custa em torno de R$ 300.

Já o Visa Infinite exige uma renda mínima mensal de R$ 20 mil, e traz os benefícios da versão Platinum, porém com valores mais elevados nos seguros de viagem para casos de morte ou invalidez permanente: enquanto o Platinum oferece uma cobertura de US$ 500 mil, o Infinite cobre US$ 1,5 milhão. Ambos oferecem a seus associados o Visa Luxury Collection, programa que reúne benefícios de viagens, tais como late check-out e upgrade mediante disponibilidade, café da manhã continental em hotéis de luxo como Mandarin Oriental, Park Hyatt e outros. O Visa Infinite ainda conta com seguro de extravio e de atraso de bagagem.

O cartão ainda poderá ajudá-lo a reservar uma mesa em restaurantes ou enviar presentes à família ou amigos, pois tem à disposição o Visa Concierge que, além disso, consegue também ingressos para espetáculos locais ou no exterior. O Visa Infinite é hoje emitido apenas pelo Bradesco, Banco do Brasil e Itaú-Unibanco. Associados ainda contam com um serviço exclusivo de assessoria de viagens que planeja, organiza e realiza as reservas para destinos ao redor do mundo. Sua anuidade custa, em média, R$ 500.

A bandeira Mastercard também possui o cartão Platinum e o Mastercard Black, versão mais luxuosa da bandeira. A versão Platinum conta com serviços especiais como Concierge, assistência na organização de viagens e um seguro contra morte ou invalidez com cobertura de US$ 500 mil. Sua renda mínima está em torno de R$ 7 mil mensais e anuidade de R$ 250, variando conforme o banco emissor. Já a versão Black exige renda mínima de R$ 20 mil mensais e custa cerca de R$ 600 por ano. Ambos hoje são emitidos por cinco bancos no país – Citibank, Bradesco, Itaú-Unibanco, Santander e Banco do Brasil. O Mastercard Black oferece benefícios em viagens, como upgrade de acomodação em hotéis de luxo como Fasano e Unique, um assistente pessoal exclusivo para ajuda na organização de uma viagem ou ainda escolher um presente. Seus clientes têm direito a um seguro de acidentes pessoais no valor de até US$ 1 milhão, com cobertura em caso de morte acidental ou invalidez.

Há ainda os cartões Co-branded, geralmente das bandeiras estrategicamente associadas a grandes marcas de segmentos como moda, automóveis e aviação. Os cartões TAM Itaucard Platinum nas bandeiras Visa e Mastercard, e Citibank AAdvantage, em parceria com a American Airlines, por exemplo, são geralmente adquiridos por clientes das companhias aéreas que viajam com freqüência. Eles reúnem benefícios exclusivos como prioridade de embarque em aeroportos, programa especial de acúmulo de milhas, entre outros.

Ícone do alto luxo – além das versões de cartões voltados ao consumidor de alta renda, o cartão mais raro e exclusivo do mundo é o The Centurion Card, da American Express. A versão black da renomada empresa representa o que há de mais exclusivo no segmento. Ainda não presente no Brasil, esse cartão foi criado há cerca de 11 anos e como o The Platinum Card, também é disponível somente através de convite. Porém, uma pequena diferença: estima-se que para ser escolhido como um futuro associado é necessário ter um perfil de gastos de cerca de US$ 250 mil por ano na versão Platinum. Associados ao The Platinum com este perfil são convidados a receber esta joia do serviço financeiro. Estima-se que, de um universo de 55 milhões de cartões emitidos pela empresa, apenas cinco mil são Centurion. Presente até o momento em países como Inglaterra, Estados Unidos e Canadá, sua anuidade está estimada em US$ 1 mil. Os benefícios, em geral, são voltados para o cliente de altíssima renda e que viaja com freqüência ao exterior. Além de possuir uma agência exclusiva de viagens, oferece upgrade de classe em vôos com as principais companhias aéreas internacionais, upgrade e condições especiais nos hotéis mais exclusivos, seguro de proteção para eventos cancelados ou não comparecimento por qualquer emergência, prioridade de embarque nos principais aeroportos, celular disponível em viagens, private shopping em lojas exclusivas ao redor do mundo e outros. Até mesmo sua página na internet pode ser acessada somente por clientes do cartão. Ao acessá-la, é possível observar uma frase singular: “Raramente visto, sempre reconhecido”. Isso mostra o quão restrito e exclusivo é o ambiente de serviços e informações ao cartão mais sofisticado do mundo.

The Centurion Card, o cartão mais exclusivo do mundo

Com alguns benefícios semelhantes e outros específicos e singulares de cada cartão, esses pequenos plásticos são, em geral, símbolo de status e exclusividade, porém todos os emissores tentam inovar proporcionando experiências, além do tratamento personalizado. No Brasil, por exemplo, clientes dos cartões Itaú Personnalité ganharam um lounge exclusivo, recém inaugurado em sua agência do Shopping Iguatemi em São Paulo. O requintado espaço proporciona a seus clientes degustações, apresentações musicais, consultoria em investimentos e pode ser ideal até mesmo para aproveitar a pausa das compras e ler uma revista ou tomar um café em um ambiente tranqüilo. Seu concorrente Bradesco Prime também investe em experiências agradáveis ao cliente: o banco possui 4 salas de cinema no Cinemark do Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, abertas também a não clientes. Suas poltronas são como as da classe executiva dos aviões – reclináveis e tem apoio para os pés – e com um formato em que é possível levantar o apoio de braço. Clientes do banco contam com tarifas especiais em dias específicos. No piso térreo do mesmo shopping há ainda o Visa Infinite Lounge. Café gourmet, capuccino, taça de prosecco e chocolates são alguns dos mimos oferecidos gratuitamente aos portadores dos cartões Platinum e Infinite no exclusivo espaço.

Espaços exclusivos, salas vips, seguros com valores milionários e serviços extraordinários em viagens. Estes benefícios são, sem dúvida, reais e atraentes. Poder realizar um check-out tardio em hotéis luxuosos, um upgrade de acomodação ou ainda acumular pontos representam um benefício monetário ao cliente. Muito além disso representam conforto e a real percepção de um serviço personalizado. Afinal, ser recebido num hotel com uma garrafa de champagne solicitada por sua agência de viagens com flores e um dizer personalizado é algo inesperado que fará com que o cliente sinta-se único e privilegiado. O serviço e a experiência proporcionados podem e farão, sem dúvida, toda a diferença. Atender, entender e encantar são ingredientes imprescindíveis para o sucesso em todos os segmentos de produtos e serviços de luxo.

Carros de Luxo, Mercado de Luxo, Moda e Acessórios, Negócios do Luxo

A extensão de marcas no segmento de automóveis de luxo

A legendária grife Ferrari, que também atua com moda e acessórios para homens, mulheres e crianças

Por Ricardo Ojeda Marins (Artigo publicado no site Gestão do Luxo da FAAP)

Desafios e cuidados ao expandir uma marca de luxo

Um dos maiores desafios para as marcas é manter seu contínuo crescimento. Aparentemente, uma das formas mais fáceis de mantê-lo seria através da introdução de novos produtos com a mesma marca e relativos à categoria de produtos da marca-mãe. Esta estratégia seria bastante óbvia e vencedora, não fosse tão complexa e desafiadora.

Camisetas Ferrari, jaquetas BMW, relógios Mercedes-Benz. Cresce cada vez mais o número de marcas de luxo – de segmentos como o de automóveis, moda e joalheria – investindo na produção de produtos de segmentos diferentes de sua atuação. Muitas delas, consolidadas e com prestígio, vem utilizando a estratégia de extensão de marca para ampliar a receita.

A estratégia consiste em estender a marca para uma nova categoria de produtos para atender a mesma base de consumidores, utilizando os mesmos canais de distribuição. Porém, no mercado com foco no consumidor AAA, novas categorias de produto só devem ser exploradas se estiverem alinhadas ao conceito da marca. Na prática, no entanto, muitas empresas estão desenvolvendo produtos mais acessíveis que serão vendidos em um número maior de pontos de venda, para atrair uma quantidade maior de consumidores. Porém, até que ponto uma marca de luxo pode ser ampliada para novas categorias sem arranhar o seu posicionamento?

Quando falamos em marcas de luxo, é preciso muita cautela ao optar pela expansão da marca. É imprescindível estar atento para não modificar a proposta de seu valor ao ampliar a acessibilidade e atrair um público bem diferente daquele que adquire, por exemplo, um automóvel Ferrari ou uma jóia Cartier. É necessário que haja um alto nível de relacionamento da marca como o público. Uma expansão realizada sem critério pode confundir o que a marca representa, diluindo seu valor. As extensões bem-sucedidas são as que permanecem, levando em conta o conceito original da marca.

Ícone do mercado de automóveis para o consumidor de alto poder aquisitivo, a Ferrari ampliou sua atuação para além do mercado de mobilidade. Hoje a montadora possui um mix de produtos em vários segmentos como perfumes, calçados, roupas e artigos em couro. Esta estratégia foi utilizada para dar nova dimensão à marca. A grife Ferrari é considerada um estilo de vida e toda sua comunicação e marketing foram focados em manter esse estilo. Peças de vestuário que levam o nome da legendária grife italiana podem ser encontradas em suas lojas próprias em diversas cidades dos Estados Unidos, Europa, Ásia, em lojas multimarcas ao redor do mundo e também no seu e-commerce. Porém, a excessiva variedade de produtos e uma distribuição não tão criteriosa foram, sem dúvida, prejudiciais à marca. A Ferrari passou a ser desejada por consumidores que estão longe de ser o público-alvo que a grife busca atingir. Diversos são os pontos de venda de seus produtos de vestuário e a acessibilidade em excesso torna-se um ponto negativo para o posicionamento da marca. Na cidade de Buenos Aires, por exemplo, a grife pode ser encontrada em um revendedor multimarcas no shopping Galerias Pacífico que está localizado no centro da cidade e não possui qualquer seletividade. Quando falamos em produtos de luxo, uma distribuição seletiva é condição essencial na gestão da marca, já que reforça a ideia de que bens e produtos prestigiosos não se encontram facilmente em qualquer lugar, e sim em locais escolhidos com cautela, em áreas nobres e freqüentadas pelo consumidor de alto poder aquisitivo.

Por outro lado, há casos de extensão de marcas de luxo para outras categorias de produtos que aproveitaram a oportunidade sem prejudicar seu posicionamento. Reconhecida por seu desempenho, segurança, conforto, requinte, durabilidade e por seus automóveis luxuosos e cobiçados ao redor do mundo, a alemã Mercedes-Benz prova que estilo e design fazem parte de seu DNA. A grife estendeu-se, há alguns anos, para muito além do mercado automotivo ao apostar na criação de peças de moda e acessórios que levam o seu nome. Desenvolveu itens destinados a homens, mulheres e crianças. São produtos clássicos e esportivos como camisetas, relógios, bonés, cachecóis e gravatas, que podem ser encontradas em lojas multimarcas ao redor do mundo e em seu e-commerce em países como Reino Unido, Austrália e Estados Unidos. Sua coleção especial de roupas e acessórios exclusiva para jogadores de golf mostra que a marca entrou para o mundo da moda mantendo sua preocupação com a excelência ao criar peças que atendessem a seu público exigente e com alto poder aquisitivo. A prestigiosa marca alemã faz-se presente no mundo fashion associando-se a eventos importantes do segmento: atualmente, a semana de moda de Berlim e Nova York levam o seu nome – Mercedes-Benz Fashion Week. É ainda patrocinadora oficial da Fashion Week de cidades como Paris, Londres, Miami, Cidade do México e Brisbane e também do GQ’s Best-Dressed List 2011, da revista britânica Gentlemen’s Quarterly, lista que reuniu os homens mais estilosos do Reino Unido.

Mercedes-Benz: a marca alemã atuante na moda com peças que vão do clássico ao esportivo

Ao entrar para o segmento de moda e acessórios a Mercedes atingiu, sem dúvida, o seu real consumidor, além de consumidores que não possuem seus automóveis, mas que admiram a marca e adquirem algumas de suas criações a preços considerados acessíveis. O preço de seus produtos pode variar de US$ 20 a US$ 500.

Não menos luxuosa e reconhecida por sua alta tecnologia aliada a design e sofisticação, a também alemã BMW é outro exemplo de grife que viu oportunidades de crescimento de suas unidades de negócio. Renomada por seus automóveis que são verdadeiras “máquinas”, vem atuando há algum tempo nas passarelas da moda.

A prestigiosa marca BMW: moda e acessórios para homens, mulheres e crianças

Sua grife BMW Lifestyle foca no público masculino, feminino e infantil. Camisetas, relógios, miniaturas de veículos, jaquetas em couro e bonés são algumas de suas criações. Seus artigos destacam-se pelo acabamento de alta qualidade e design, o que reflete totalmente o conceito BMW. Seus produtos não são apenas elegantes e de alto padrão, mas também extremamente confortáveis. Suas coleções podem ser adquiridas através de seu e-commerce nos Estados Unidos, Europa e em algumas de suas concessionárias. A grife alemã investe em produtos mais acessíveis como chaveiros e camisetas, bem como em produtos direcionados a um público seletivo, como jaquetas próprias para uso em esportes como ski ou ainda em acessórios para praticantes de golf. Sua política de preços faz com que a grife atinja não apenas o seu fiel cliente, assim como entusiastas da marca. Há peças acessíveis, como chaveiros vendidos a US$ 20, mochilas por US$ 80, mala para acessórios de golf por US$ 250 e outros.

Seguindo a tendência de outras montadoras de luxo, a britânica Lotus desenvolveu a grife de roupas Lotus Originals, inspirada no lifestyle da montadora. Suéteres de cashmere, jaquetas de couro e luvas de pelica, com inspiração na década de 1970 são alguns dos destaques de suas criações.  A coleção da Lotus teve seu lançamento no auge da temporada masculina da London Fashion Week. A estratégia utilizada pela montadora dará uma nova dimensão à marca, maximizando o seu alcance, proporcionando um ganho de mercado e oferecendo uma nova experiência ao seu consumidor. Atualmente suas peças podem ser adquiridas através de sua loja virtual. A grife tem planos de abertura de uma flagship para ainda este ano, que provavelmente será na região central de Londres.

Campanha da britânica Lotus, agora atuante no segmento de moda

A extensão de marca no segmento do luxo deve ser avaliada e estudada com rigor e só é válida se os novos produtos destinarem-se ao mesmo perfil de consumidor, seguindo o conceito de excelência, exclusividade e mantendo as mesmas políticas de preço, distribuição e comunicação seletivas da marca-mãe. Mesmo ciente de que seus novos produtos poderão atingir o consumidor aspiracional ao mercado de luxo, se a empresa já atua neste segmento e objetiva vender mais para um público maior, deve manter sua essência e principalmente proteger seu prestígio. Essa estratégia diminui os riscos e os custos, aumentando a cobertura de mercado e fortalecendo os valores e interesses pela marca.

Mercado de Luxo, Moda e Acessórios, Negócios do Luxo, Varejo de Luxo

Grife CH Carolina Herrera chega a Paris

Por Ricardo Ojeda Marins

A renomada grife CH Carolina Herrera chega a Paris. Após a inauguração de suas lojas em Londres e Nova York no ano passado, agora é a capital francesa que recebe as criações de moda da marca reconhecida por suas fragrâncias.

Sua localização não poderia ser melhor: Rue de Castiglione, no coração da cidade. A nova loja fica a alguns passos da Rue de Rivoli, Place Vendôme, grifes como Anne Fontaine, Hugo Boss e de hotéis de luxo como  Le Meurice e Hôtel de Crillon. A loja foi projetada para o cliente sentir-se em casa, com uma lareira em mármore, janelas em arco e piso em parquet, seguindo o estilo de sua loja-conceito da Madison Avenue, em Nova York.

Ali você poderá encontrar peças da coleção dedicada a homens, mulheres e crianças, além da linha de acessórios, peças sob medida e de edição limitada, como bolsas pintadas à mão. De acordo com a designer, a grife esperou anos para ter o local certo em Paris. “A  Rue de Castiglione foi a escolha perfeita, pois capta toda a magia da cidade, fazendo-me recordar das muitas vezes que lá estive”, diz Carolina.

A grife planeja para 2012 a abertura de novas lojas na América do Sul e América do Norte. Na América do Sul, CH Carolina Herrera já está presente no Brasil (Shopping Cidade Jardim), Argentina (Shopping Patio Bullrich), Venezuela e Colômbia.

CH Carolina Herrera

10 Rue de Castiglione

Telefone: +33 0 1 58 624 103

Imóveis, Mercado de Luxo, Negócios do Luxo

Viver em Cingapura pode ser uma experiência extraordinária

Por Ricardo Ojeda Marins (Artigo publicado no site Gestão do Luxo da FAAP)

Imóveis de alto luxo na região chegam a valer até US$ 22 milhões

Segundo recente pesquisa publicada pelo Boston Consulting Group, Cingapura tem a maior densidade de milionários que qualquer outro país no mundo. O país ocupa o 18º lugar na lista de países em termos de concentração de milionários. À primeira vista pode parecer estranho, mas pesquisando mais profundamente, torna-se claro que não apenas a economia de Cingapura foi resistente em tempos de dificuldade econômica, como o país também tomou medidas importantes para se tornar um ótimo lugar para trabalhar e viver. Outra razão para o seu sucesso explica-se pelo seu mercado ferozmente competitivo. A edição 2010 do Anuário de Competitividade Mundial publicada em Maio, que demonstra como as nações emergentes e industrializadas estão gerenciando seus governos, empresas e infra-estrutura, classificou Cingapura como a nação mais competitiva do mundo, seguida por Hong Kong. Esta foi a primeira vez em décadas que os dois países ultrapassaram os Estados Unidos, que costumavam manter a liderança e agora aparecem em terceiro lugar.

Sendo um país em galopante crescimento, seu mercado de imóveis de luxo foi um dos mais destacados. Como 85% de seu mercado residencial é composto por unidades construídas pelo governo, apenas 15% representam o setor privado, subdividido em condomínios e casas de classe baixa e média, bem como imóveis considerados de alto luxo. Portanto, menos de 5% das propriedades englobam a categoria high-end (de alta qualidade).

Há uma conhecida preocupação do governo para que não haja um superaquecimento do mercado residencial de massa, procurando mantê-lo dentro da faixa de preço e disponibilidade da população. Mas esta ação não tem a menor ligação com o mercado de luxo e nem qualquer relevância ou impacto sobre os preços de unidades em áreas nobres como os distritos 9 e 10 ou regiões como Marina Bay e Sentosa. O aumento de preços nessas regiões é a menor das suas preocupações, especialmente porque os moradores destas áreas prestigiosas são milionários e, além disso muitos, se não a maioria dos compradores no segmento de luxo são estrangeiros que adquirem imóveis para investimento ou até mesmo para moradia e lazer. Para o governo, os preços dos imóveis de alto valor agregado não são necessariamente indicações de uma possível bolha imobiliária e nem prejudicam o mercado de massa. Os preços super elevados dos bens imóveis de luxo são geralmente um sinal positivo de investidores do mundo colocando seu capital nesse mercado, reflexo de sua confiança nele.

Um dos mais recentes lançamentos de alto luxo é o condomínio Kasara The Lake, situado na ilha de Sentosa, composto por 13 villas, de 5 ou 6 quartos, avaliadas entre US$ 14 e US$ 22 milhões. São luxuosas residências situadas em área nobre e com vista para o lago e um invejável campo de golf. As cozinhas foram projetadas pelo designer Antonio Citterio, reconhecido mundialmente e que participou dos projetos do Hotel Bulgari de Milão e Bali. O lugar ideal para aliar conforto e relaxamento sem perder a sofisticação. Tudo isso muito próximo à maior marina de Cingapura e a apenas 10 minutos do centro financeiro da cidade. O empreendimento é do grupo YTL, com sede na Malásia, que também atua com projetos de hotelaria e varejo de luxo. Moradores de Cingapura bem como de outros países asiáticos e europeus foram alguns dos privilegiados compradores dessas villas.

O mercado de imóveis comerciais também vive um ótimo momento. A Orchard Road, uma das principais ruas do comércio de luxo local, foi considerada a 27ª rua de varejo mais cara do mundo, de acordo com a Colliers International, consultoria especializada no segmento imobiliário.

Segundo a empresa, para o aluguel de um ponto comercial ali, desembolsa-se, em média, a partir de US$ 330 o metro quadrado. O segmento de hotelaria também vem recebendo altos investimentos. Prova disso é o Marina Bay Sands, um resort de alto luxo, com 55 andares, restaurantes pilotados por renomados chefs, museus, cassino e famoso por sua impressionante piscina de 150 metros de comprimento que chega a dar a impressão de extravasar o horizonte. Esse empreendimento está representando um crescimento marcante para o turismo na cidade.

De acordo com estrategistas do banco suíço UBS, preços de imóveis das classes baixa e média devem permanecer sem aumento, pelo menos nos próximos 12 meses. “Imóveis de luxo situados em Sentosa, Nassim Road e Ardmore Park, onde o metro quadrado em condomínios ultrapassa US$ 3 mil, podem ter a partir de agora até o final do ano, uma valorização de 5 a 8% dos preços”, disse Kelvin Tay, estrategista chefe de investimentos do UBS de Cingapura. “O governo não tem interesse em controlar o mercado imobiliário de alto padrão, ao contrario do que faz com o mercado residencial baixo e médio”, diz ainda Tay.

Tendo a Ásia o mais rápido crescimento do número de população milionária no mundo, Cingapura destaca-se como um dos principais epicentros de operações econômicas e investimentos em geral. Muitos asiáticos e europeus com alto poder aquisitivo e investidores, possivelmente desiludidos com o desempenho de seus bancos, estão se direcionando confiantes ao investimento no mercado imobiliário.

Carros de Luxo, Mercado de Luxo, Negócios do Luxo

Rolls-Royce busca atrair consumidores mais jovens

Por Ricardo Ojeda Marins (Artigo publicado no site Gestão do Luxo da FAAP)

Ícone da elegância aristocrática investe no consumidor que dirige o próprio carro

Os luxuosos automóveis Rolls-Royce foram utilizados pela aristocracia no século passado e atualmente continuam a ser utilizados por reis, rainhas e presidentes pelo mundo afora. Muitos atributos e qualidades vêm à nossa mente quando pensamos na prestigiosa marca, porém, jovialidade certamente não é um deles. Fundada em 1906 por Frederik Henry Royce e Charles Stewart Rolls, como resultado de uma parceria realizada entre eles em 1904 em Manchester, no Reino Unido, a marca inglesa que ficou famosa pela fabricação dos mais luxuosos automóveis do mundo quer mudar sua imagem e busca agora atrair jovens consumidores de alto poder aquisitivo. A empresa diz nunca ter trabalhado com agências externas de propaganda e afirma que está em conversação com algumas delas para campanha de seu novo sedã, o modelo Ghost. “Não é algo que já tenhamos feito no Reino Unido anteriormente, mas estamos interessados em conhecer idéias de profissionais de algumas agências com experiência no mercado automotivo”, diz a empresa.

O modelo Ghost inaugura um novo segmento da marca, sendo jovial e menor que o modelo Phantom, seu carro-chefe. O público-alvo é o cliente Rolls-Royce que dirige o próprio carro, buscando o desempenho dos grandes sedãs de luxo, com aparência sóbria e elegante. Externamente, ele apresenta a forte identificação visual da marca, com a inconfundível grade dianteira cromada, e com o símbolo “RR”, sinônimo de sofisticação e exclusividade. Apelidado de “baby roller” em uma tentativa de ser moderno e cool, o modelo é ainda considerado mais aerodinâmico e esportivo, segundo especialistas. Apesar de atrair o consumidor jovem, seu valor segue a precificação dos bens produzidos pela grife. O modelo custa £ 190 mil (cerca de R$ 532 mil).

O luxuoso sedã inglês possui sistema de estabilização Anti-Roll, impedindo a inclinação da carroceria em curvas, sistema Night Vision, que mostra na tela LCD do computador de bordo imagens de uma câmera posicionada na grade dianteira. Isso permite ao motorista ver nitidamente imagens de objetos que estejam a mais de 300 metros de distância. No item segurança, o Ghost é equipado com um sistema que detecta e avisa o motorista sobre mudanças de faixa sem indicação de seta, prevenindo uma sua eventual distração. Mike Pratt, especialista em design, afirma que seu interior em couro é todo costurado à mão e chega a levar duas semanas para ficar pronto, desde a escolha e preparação das peças até seu acabamento. O luxo e a sofisticação estão presentes em cada detalhe, como o guarda-chuva embutido na porta dianteira, que sai do seu compartimento apenas com o toque de um botão.

De acordo com Helmut Riedl, diretor de engenharia da empresa, “o Ghost é um Rolls-Royce”. Isso significa que, apesar de seus extraordinários números de performance, ele foi desenvolvido para oferecer potência refinada. Tais características são ilustradas pelos significativos níveis de torque disponíveis a baixas rotações, o que faz a arrancada ser muito suave e proporciona uma relaxante experiência de dirigir. “Nosso desafio foi preservar o nível de conforto e fornecer a mais interessante e dinâmica pilotagem jamais vista em um Rolls-Royce”, diz ainda Heidl.
Segundo o jornal americano The Wall Street, as vendas do novo modelo Rolls-Royce Ghost – marca de alto luxo pertencente ao Grupo BMW -, saltaram para 220 carros em maio de 2010 contra os 51 no mesmo mês em 2009. Nos primeiros cinco meses, as vendas da Rolls-Royce totalizaram 678 em comparação com 276 veículos no mesmo período do ano anterior.

Para os apaixonados por automóveis e tecnologia, mais uma tentação que certamente aguçará o desejo de adquirir o carro: em parceria com a Apple, foi criado um aplicativo exclusivo do Rolls-Royce Ghost para usuários do iPhone e do iTouch, onde é possível conhecer detalhes do modelo em fotos e vídeos, além de customizá-lo escolhendo uma das 12 cores disponíveis, opções do revestimento em couro, acabamento da madeira e outros. Após montado, seu carro poderá ficar guardado em uma garagem virtual. Puro luxo contemporâneo e interativo.

Ao tentar atrair esse consumidor, a Rolls-Royce deve ser cuidadosa com as estratégias a serem utilizadas. O perigo é, evidentemente, uma campanha de marketing excessivamente ambiciosa trazer aumento de popularidade à marca em curto prazo, porém com o risco de sacrificar a longo prazo seu prestígio e sua credibilidade, uma vez que é símbolo do clássico, da elegância e da exclusividade.

O primeiro automóvel produzido pela Rolls-Royce, em 1906


Carros de Luxo, Mercado de Luxo, Negócios do Luxo

Carros antigos: o luxo do passado ainda mais desejado e valorizado

Bugatti Type 57SC Atlantic

Por Ricardo Ojeda Marins (Artigo publicado no site Gestão do Luxo da FAAP)

Modelos antigos atraem colecionadores e apaixonados por carros

Enganam-se os que pensam que o sucesso dos carros antigos ficou no passado. Com certeza eles marcaram épocas, mas ainda estão presentes não apenas em cenas de cinema, mas sim na vida real e são desejados por muitos consumidores, além de altamente valorizados, podendo alguns deles valer alguns milhões de dólares.

No início a indústria automobilística, não tendo referências de modelos anteriores, produzia verdadeiras obras de arte e engenharia criadas a partir de necessidades específicas e os veículos não eram uma mera evolução do modelo anterior. Muito diferente do passado, hoje há maior competitividade, inclusive entre as marcas de automóveis de alto luxo no Brasil e no exterior. E para os carros antigos e históricos, os preços de muitos modelos chegam a ultrapassar qualquer modelo atual de luxo. Com sede em Londres, o Hagi (Historic Automobile Group International), é uma carteira de índices que determina valores de carros raros e clássicos. “Dois fatores determinantes para o preço são os números produzidos e o desempenho de corrida”, diz Dietrich Hatlapa, fundador do Hagi. “Se você tem sucesso de corrida, isso pode significar que o valor do carro supere de 300 a 400%. Porém, se restaurado, o veículo pode ser menos valioso do que o original”, diz ainda Hatlapa.

Ferrari 250 Testarossa 1957

Os grandes eventos de leilões de carros antigos trazem raridades para os admiradores, e gastos que podem ser milionários para os colecionadores. O valor de muitos modelos antigos é realmente alto, mas as pessoas que colecionam compram pelo desejo e emoção. De fato, são carros históricos e raridades que não voltam mais, já que muitos deles tem um charme incomparável e foram produzidos em série limitada. Nesses leilões eles são expostos com pintura nova, motor original e pequenas modificações que deixam o carro ainda mais charmoso, tornando a escolha uma tarefa difícil. Boa parte dos compradores têm o objetivo de realizar exposições, até mesmo porque a quantidade de aficionados pelo tema é enorme.

Em maio de 2010, foi leiloado em Santa Monica, na Califórnia, o carro considerado o mais valioso do mundo. Por mais de US$ 30 milhões, o modelo Bugatti Type 57SC Atlantic, originalmente fabricado em 1936, foi adquirido por um comprador não divulgado. “Estou muito feliz por encontrar o novo comprador desse luxuoso e clássico modelo de 1936, um dos automóveis mais valiosos e importantes do mundo, pertencente a coleções particulares e raramente visto durante as últimas quatro décadas”, diz David Gooding, presidente e fundador da Gooding & Company, empresa que promoveu o leilão. Apenas três modelos Bugatti SC foram fabricados, sendo um deles pertencente ao estilista americano Ralph Lauren, dono de uma invejável coleção de carros.

Ferrari 250 GTO modelo 1963

Muitas são as marcas de carros clássicos históricos desejados por apaixonados e colecionadores. Considerada ícone do mercado de luxo automotivo, a Ferrari não poderia estar ausente. Seu modelo 250 GTO modelo 1963 (foto acima) foi adquirido pelo DJ britânico Chris Evans este ano, por nada menos do que £15milhões, em leilão realizado pela RM Auctions. Apenas 33 unidades deste modelo foram produzidas no mundo. E no mundo dos leilões de carros de luxo também predomina a excelência na apresentação do produto e dos serviços. Um bom exemplo é a estratégia usada pela RM Auctions, organizadora de leilões da Ferrari. Para um seleto grupo de clientes, há um programa de experiências proporcionadas durante os quatro dias que antecedem o dia do leilão, que acontece no centro de logística da equipe de Fórmula 1. O programa inclui visitas ao museu da marca italiana e à sua linha de montagem, além de um passeio até alguns castelos onde ficam coleções particulares, para apreciar alguns dos modelos que foram comprados em leilões anteriores.

Uma das paixões do consumidor brasileiro está ligada a carros e afins. O mercado de carros antigos de luxo é restrito e seletivo, com algumas lojas especializadas no país, contando ainda com a Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA), entidade sem fins lucrativos fundada em 1987 por um grupo de apaixonados por carros antigos. A FBVA coordena as atividades dos clubes associados, como BMW Car Club Brasil, Chrysler Clube do Brasil, Museu do Automóvel de São Paulo e outros, além do calendário de eventos do segmento, sendo filiada a FIVA (Federação Internacional de Veículos Antigos), fundada em 1966 e com sede em Bruxelas. O calendário de eventos do órgão no Brasil é extenso. Durante todo o ano, há exposições em diversas regiões do país.

Em São Paulo, há lojas especializadas em carros antigos esportivos, clássicos, vintage e de alto luxo. A Private Collections, que fica no Jardim Europa, tem um showroom admirável onde podem ser encontrados importados com poucos anos de uso até modelos clássicos e históricos dos anos 50, 60 e outros, como Cadillac, Jaguar, BMW, Mercedes ou ainda uma Maserati ano 1974 com apenas 20 mil quilômetros de uso. De acordo com Ricardo Robertoni, diretor da loja paulistana, um dos fatores que tem encorajado a compra de antigos é a valorização. “A maioria dos carros clássicos não desvaloriza e alguns ainda têm seu preço inflacionado, como é o caso de alguns conversíveis europeus”, diz.  Robertoni afirma ainda que ter carro antigo também representa um estilo de vida.

Encontrar um carro antigo não é o mesmo que encontrar um carro novo ou um lançamento. É uma busca insaciável que faz parte da paixão dos colecionadores e admiradores dessas máquinas que marcaram épocas, fizeram e ainda fazem sucesso além de, em muitos casos, remeter o seu consumidor a momentos inesquecíveis de sua vida, como a infância ou a juventude.

http://www.rmauctions.com/
Arte e Luxo, Jóias e Relógios, Mercado de Luxo, Negócios do Luxo

Fabergé: o luxo de séculos passados agora também online

Por Ricardo Ojeda Marins (Artigo publicado no site Gestão do Luxo da FAAP)

Joalheria oficial do império russo escolhe a internet como sua principal plataforma de vendas

A grife Fabergé, fundada em 1842 por Gustav Fabergé, tornou-se famosa por sua criação de ovos com pedras preciosas, e sob a direção de seu filho, Peter Carl Fabergé, tornou-se a joalheria oficial do império russo. Os Ovos Fabergé eram obras-primas da joalheria produzidas por ele e sua equipe entre os séculos XIX e XX para os czares da Rússia.

Encomendados e oferecidos na Páscoa entre os membros da família imperial, os ovos acomodavam surpresas e miniaturas, e eram cuidadosamente elaborados com a combinação de esmalte, pedras preciosas e metais. Desejados por colecionadores em todo o mundo, eles são ainda alvo de admiração pela sua perfeição e considerados expoentes da arte joalheira.

Dos 50 ovos imperiais, apenas 42 ainda existem, e alguns deles estão expostos no Palácio do Arsenal do Kremlin. Considerado o mais caro de todos, o Winter Egg, que em 1913 foi um presente de Nicolau II para sua mãe, Maria Fedorovna, foi arrematado por US$ 9,6 milhões há cerca de oito anos, em leilão realizado pela renomada Christie’s.

Após a Revolução Russa, em 1917, a grife passou por várias mãos, incluindo companhias como Elizabeth Arden e Unilever. Desde 2007, a marca adorada pela corte de Moscou pertence ao grupo Pallinghurst Resources.

Seus novos detentores pretendem retomar sua tradição na joalheria e se dizem prontos para competir com grifes renomadas, como Tiffany & Co. e Cartier. Na atual coleção, as luxuosas e raras peças têm preços que iniciam em US$ 40 mil e podem chegar a US$ 7 milhões. O joalheiro francês Frederic Zaavy, designer da marca, foi o criador da coleção inicial e utilizou pedras preciosas minúsculas em cada peça, criando efeitos de mosaico em brincos, anéis e colares.

A volta triunfal da Fabergé foi planejada com riqueza de detalhes e segue uma estratégia nada tradicional. Para seu relançamento, a empresa escolheu a internet como principal plataforma de vendas de sua coleção de jóias, mantendo apenas uma loja física, em Genebra, na Suíça, que atende somente com hora marcada.

A grife levou a exclusividade ao auge e inovou quando decidiu que não teria uma rede de lojas para apresentar e distribuir suas jóias. A Fabergé aposta na venda online, acreditando que a experiência de compra começa na internet, como uma vitrine. Os afortunados interessados em conhecer e adquirir suas preciosas peças tem à sua disposição uma equipe de consultores de vendas especializada disponível 24 horas por dia, com capacidade para atender em 12 idiomas. Os consultores podem comparecer pessoalmente em qualquer lugar do mundo para concluir a venda da peça onde o cliente estiver. “Isso nunca foi feito antes”, afirma Mark Dunhill, CEO da Fabergé.

Para conhecer a coleção, o cliente registra-se no site e escolhe uma data e horário em que deseja ser contatado. No contato telefônico, um consultor da grife disponibiliza uma senha de acesso à exclusiva coleção de suas raridades, bem como proporciona atendimento personalizado, podendo ainda agendar uma visita. O cliente pode optar também por atendimento em vídeo chat ou texto.

“A Fabergé está estabelecendo novos padrões para o mercado de alto luxo, desafiando as convenções que tradicionalmente impõem regras e rituais ao cliente, limitando-o a horários e locais onde as marcas estão estabelecidas. O site Faberge.com oferece ao cliente o máximo de conveniência e flexibilidade, com absoluta transparência durante todo o processo de compra. Em cada etapa, o cliente dirige o processo e conduz o relacionamento para adequá-lo ao seu próprio ritmo e estilo”, diz Mark Dunhill. “Os clientes de hoje estão procurando níveis diferentes de serviço e é isso o que oferecemos. O objetivo é criar um relacionamento com nossos consumidores”, diz ainda Dunhill.

No início da web, havia um consenso geral no segmento do luxo de que a internet e as boutiques físicas existiam mutuamente em duas linhas paralelas. Era impensável para muitos gerentes de loja imaginar que um dia iriam compartilhar parte de seus clientes com o ambiente online. Muitos não podiam sequer imaginar a possibilidade de uma marca de luxo ter a sua flasgship online como a Fabergé. A loja em Genebra foi inaugurada três meses após a abertura da loja virtual. Outro caso é o da britânica Couture Lab, site dedicado à venda de produtos de moda e acessórios de grifes como Nina Ricci e Bottega Veneta, que após o seu sucesso na web investiu em uma loja física em Londres.

O CEO da marca enfatiza que suas criações estão em sintonia com a herança do trabalho de Peter Carl Fabergé, o design inovador e exclusivo para cada peça, que confere às jóias o status de obras de arte. “Neste momento, qualidade e valor duradouro são mais importantes do que nunca. Quando a economia cai, o verdadeiro luxo retorna. As pessoas tendem a efetuar suas compras especiais de um modo mais exigente e discreto”, diz Dunhill.

Com esse modelo de negócios inédito no segmento de jóias de alto luxo, a grife criou um espaço para que seu consumidor possa não apenas pesquisar, mas conhecer e desejar seus produtos. Com essa estratégia, a marca consegue estar presente em qualquer lugar do mundo, transformar a compra de uma jóia em uma experiência única e reduzir seus custos operacionais – uma aposta na diferenciação que pode recuperar espaço em um mercado que se expande, apesar da crise, pelos meios eletrônicos.

Fechar