O mercado de luxo se mostra um dos mais resistentes nesse momento de transformação, como o que vem sendo impulsionado pela pandemia. No Brasil, esse segmento teve menos impacto que outros setores da economia, e deve continuar gerando bons resultados. De acordo com dados da Euromonitor, a tendência é que o País siga acompanhando o crescimento mundial no consumo de produtos de luxo, e que acumule 34% de ganhos nos próximos quatro anos.

A transição para o digital, movimento que já vinha acontecendo no Brasil, mas que foi intensificado no último ano, também contribuiu para esse aumento. Segundo o relatório E-commerce no Brasil, realizado pela Conversion, consultoria de performance e SEO, as vendas online tiveram um crescimento de 40% desde o início da pandemia, chegando a 20,61 bilhões de acessos nos sites de compras. Os números do segmento de moda também indicam um momento positivo: entre abril de 2020 e abril de 2021, houve um aumento de 52% nos acessos. A procura por itens de vestuário e acessórios é grande, e a maior parte das compras (76%) são efetuadas pelo celular.

O e-commerce de second hand INFFINO, brechó especializado em peças de marcas de luxo, é uma das empresas do setor que mostrou crescimento mesmo durante a pandemia. Em três anos, o faturamento da INFFINO cresceu cinco vezes, dando um salto do lucro de R$ 415 mil de 2018 para o de R$ 2,1 bilhões em 2020. No primeiro semestre deste ano, o brechó faturou R$ 1,5 milhão, e a expectativa do sócio-fundador Cassio Silbermann é atingir a marca de R$ 3,1 bilhões até o final do ano.

Se a concentração de riqueza e uma elite que manteve seu padrão de consumo contribuíram para que o mercado de luxo não ficasse tão desaquecido durante a pandemia, a ideologia do second hand também ajudou a INFFINO a continuar crescendo. Esse setor como um todo vem crescendo ao redor do mundo e, segundo pesquisa desenvolvida pela empresa de análise de varejo GlobalData, estima-se que o valor movimentado pelo segmento deve ir de US$ 24 bilhões em 2019 para US$ 51 bilhões em 2025, o equivalente a um aumento de 112,5%.

Crédito da foto: Suelen Furlan